É agora povo! Todas as pessoas de bom senso, respeitosas e que querem um Brasil melhor não podem deixar que o Marcelo Dourado sobreviva a esse paredão do BBB10. Sei que tem muita gente aqui que nem gosta de Big Brother, mas mesmo assim, eu peço que dê um clique no vermelho: FORA MARCELO DOURADO!
Esse cara merece o voto de todo mundo, bbb maniacos ou não.
Para o psicanalista Francisco Daudt, a chave do sucesso de Dourado está na liderança que ele exerce sobre os outros “em contraste com a palidez deles” e não nas opiniões que defende. “Dourado é manipulador, ditatorial, dissimulado e violento. Mas tem carisma, é mais velho que os outros e possui ascendência sobre eles. É um líder”, diz. Mais que isso, para Daudt, ele é o “grande pai”. O psicanalista lembra que “a democracia demorou muitos anos para aparecer na Grécia e até hoje se sustenta a duras penas”. Talvez um dia ela (a democracia) se materialize na casa onde o jogo se desenrola. É mais um desafio deste reality, que é alvo de tantas teorias.
Daudt lembra também que Dourado não é tão monolítico como parece: “Ele dá uma no cravo, outra na ferradura. Diz algo bem preconceituoso a Serginho e depois o procura com um ‘desculpa se te ofendi’. Tem noção do jogo de maneira ampla, de dentro da casa e de fora dela, e sabe atingir as massas”. Ou seja: trata-se de um déspota esclarecido, de um político como tantos que estamos carecas de conhecer.
Dourado mostrou ontem (17/02) seu despreparo, seu destempero e sua arrogância. Assim como mostrou, quando encostado à parede por Lena, toda a carga de seu preconceito.
E Marcelo Dourado nos momentos de conflito rateia, coloca para fora sua natureza agressiva, seu preconceito imenso, sua maneira de lidar com o mundo, ou seja, na porrada. Porque em sua visão, amigo é quem entra na briga, leva chute e facada junto com ele. E isso não é nada bonito, tampouco é edificante. Morango foi tão leva e traz quanto Marcelo no dia em que foi no puxadinho, escutou atrás da porta e voltou para colocar pilha na casa grande. Morango tem uma explicação a dar ao público, sua declaração sobre ser amiga da Lia. O resto faz parte do jogo. Ela avisou na mesa do almoço que o jogo ia mudar, falou com todas as palavras que não concordava com eles.
A edição de hoje escancarou o tema homofobia (preconceito com homossexuais).
De uma lado a drag queen Dicesar e do outro o marombado Dourado.
Seria muito simplista avaliar a denuncia de homofobia com um olhar de estratégia para se tornar vítima e seguir no jogo.
Não, essa não é a estratégia de Dicesar.
O fato é que eles estão 24hs juntos e o rapaz deve estar se sentindo acuado por saber que sua orientação sexual é vista por alguém ao seu lado como uma aberração ou uma doença.
Quem acompanha o noticiário sabe que só em SP, dezenas de gays apanham de homofóbicos como Dourado simplesmente por serem eles mesmos. Alguns, inclusive, são mortos por isso.
Vou exagerar para que tu entendas:
Imagine que estejam trancados numa casa diversas pessoas e entre elas uma mulher bem gostosa e um ex-presidiário acusado de estupro.
Como se sentiria essa mulher?
Ela ficaria sozinha em algum ambiente?
Estaria ela sorrindo o tempo todo?
Mas, é claro, estamos falando de BBB. Muitas câmeras ali e todo mundo vendo o programa. Dourado com certeza não agrediria Dicesar. No entanto, a drag que vive na noite e ganha seu sustento daí sabe que sua presença no programa pode disseminar o preconceito e a homofobia e por isso se incomoda.
Foi com grande espanto que soube que em pleno ano 2010, com mais de 25 anos de epidemia da Aids, que o BBB Marcelo Dourado afirmou que homens heterossexuais não pegam Aids. Além de mostrar desconhecimento, sua afirmação parece preconceituosa e traz grande desserviço à população que assiste ao programa, uma vez que muitos podem acreditar na informação errada emitida pelo BBB.
Ser desinformado ainda podemos desculpar, mesmo depois de tantos anos de vasta divulgação sobre as formas de transmissão do HIV feita pelo Ministério da Saúde e ONG’s/Aids, mas afirmar tal barbaridade em cadeia nacional deveria ser passível de processo.
Não dá pra não voltar a falar de BBB10 quando depois de uma semana destas Marcelo Dourado chegou ao cúmulo de dizer que AIDS é uma doença de Gays. Ou seja, a vitória desse cara seria a vitória da desinformação, do preconceito e do que há de mais velho e ultrapassado na nossa sociedade. Por isso, começo aqui a campanha FORA MARCELO DOURADO!
Segue abaixo texto escrito por Susan no blog DE CARA PRA LUA
Depois que recebeu o colar vermelho da Maroca e passou a irritação inicial, Marcelo Dourado fez questão de avisar a seu grupo que não havia mudado seu voto no Dicesar, que Maroca não tinha passado a ser o seu alvo. A votação de domingo será muito esclarecedora, se Lia, Cadu, Fernanda e Dourado votarem na Dimmy está sacramentada sua aliança. Marcelo Dourado conseguiu muitas vitórias neste jogo, conseguiu reverter o preconceito pelo fato dele ser um ex-BBB, tanto junto ao público onde tem a maior torcida da net quanto dentro da casa onde estabeleceu sua liderança no grupo de aliados que ele conquistou e na iniciada, agora um pouco estremecida, amizade com Morango.
O incomodo do Dicesar e Serginho com ele continua, mas talvez seja respaldado em outra seara. Quando eu ouvi Marcelo Dourado afirmando, no papo que teve na piscina com Lia, Serginho e Lena, que a insinuação de homossexualidade feita pela Lena seria motivo para gerar violência eu comecei a pensar até onde Dicesar está errado em sua opinião sobre Dourado, até onde sua implicância foi gratuita. Uma vez deitado na cama com Morango, Dicesar afirmou que Dourado era a encarnação do tipo de homem que a vida inteira o havia repelido e agredido. Quando Dourado se mostra tão intolerante em suas posições ele lança a dúvida se a rejeição do Dicesar partiu do nada.
O problema é que Dourado se mostra um grande jogador, cometeu poucos deslizes, talvez o maior dele seja a aliança com Lia, Cadu e Fernanda, pois do jogador no papel de cavaleiro solitário e excluído ele passa à liderança numa velada articulação de votos que vem sendo feita por Lia. Mas tem sido o cara mais sincero em sua relação com a galera da casa, o mais centrado. Só perde o rumo quando o assunto é homossexualidade. O público da net vem exaustivamente repetindo que Dourado não é obrigado a aturar as bichices de Serginho e Dicesar. É verdade, ele realmente não é obrigado, mas pode pagar o ônus por suas atitudes, por suas palavras, pelo mau humor excessivo, pela rejeição explícita.
Afinal de contas ele concordou em participar de um jogo de convivência onde suas atitudes seriam analisadas e julgadas pelo público. E onde ele não teria controle do tipo de pessoas que estaria participando, esse é o grande desafio do programa, conviver com pessoas desconhecidas e aprender a aceitar as diferenças. Assim como disse Bial, saber se adaptar às situações propostas pela convivência. Não dá para fazer um muro na casa e colocar Marcelo Dourado de um lado e Tia Dimmy e Serginho do outro. Assim como Dicesar e Serginho pagam por sua intolerância com Dourado. E acabaram, por conta de suas reclamações e provocações constantes, criando no público uma pré-disposição com eles de tal maneira que deram um espaço imenso para Dourado montar sua tenda no BBB.
Nesse trio eu não livro a cara de nenhum dos três. Marcelo Dourado não é um pobre coitado perseguido, tampouco Serginho e Dicesar, mas existe entre eles uma tensão cuja responsabilidade não pode ser atribuída apenas aos papos picantes e posturas exageradas dos homossexuais assumidos da casa. Existe em Dourado uma imensa repulsa por tudo que se relacione ao universo gay. Ele diz que aceita, mas suas atitudes não condizem com suas palavras. É mais ou menos como dizer que eu não sou racista desde que minha filha não queira se casar com um negro.
Marcelo Dourado pode aproveitar essa oportunidade para aprender e mudar? Pode, mas tem que sair do discurso, além do fato que Marcelo não é nenhuma criança, é homem feito, com trinta e sete anos, que já deveria ter aprendido algo mais sobre tolerância na vida. Mas tudo isso é inerente ao jogo, o problema é que ele não acontece isolado, o jogo BBB é reflexo da vida que levamos aqui fora. E preocupa-me esta espécie de baluarte hetero que está sendo atribuído ao Dourado. Isso traz à tona uma avalanche de preconceitos que vem paulatinamente sendo enfrentados e combatidos na sociedade.
Uma vitória de alguém que repudia tão acintosamente esse universo, essa cultura, pode não mudar o mundo, mas significa um verdadeiro retrocesso, é um indício, um termômetro de nossa sociedade, no pior sentido. Muitos me dirão: Susan o BBB não é lugar de discussões sérias. É verdade, mas meu coração engajado sofre ao ver jogadas no lixo tanta discussão e debate sobre a beleza da diversidade. Além disso, existe um limite para o que seja esse divertimento, pois quando pode influenciar a sociedade de uma maneira negativa, que é o caso, pois Marcelo está sendo visto por milhões de pessoas, isso perde a graça e deixa de ser brincadeira, passa a ser um papo muito sério.
Tanto que a Rede Globo ao colocar no ar as declarações de Dourado sobre a AIDS fez questão, nas palavras de seu apresentador, de negar qualquer vínculo da emissora com a opinião emitida por Dourado. Uma pena que não tenham dito ao vivo quais são os perigos de se transar sem camisinha, pois nem todo espectador da TV aberta possui acesso à internet para buscar as informações corretas sobre a transmissão da doença. Afirmações como as feitas pelo Dourado são muito graves, pois podem levar pessoas a infectar outras por falta do uso de preservativo. Dourado ou qualquer outro que passe essa idéia adiante está prestando um desserviço à sociedade.
E, por favor, não me falem em preconceito contra o heterossexualidade, isso não existe, pois vivemos numa sociedade onde ser hetero é dominante, é o aceitável, é o “normal”. Assim como não existe preconceito contra os brancos, pois não existe nenhum tipo de empecilho colocado pela sociedade ao acesso a bons empregos, escolas, locais públicos pelo fato da pessoa ser branca. No entanto existe aqui no Brasil de maneira velada e em outros países de maneira explícita toda essa carga em cima da raça negra. O mesmo problema é enfrentado pelos homossexuais. Portanto são contextos sociais bem distintos. Fazer gracinhas pelo fato de alguém ser “branco azedo”, não tem o mesmo peso de chamar alguém de "crioulo safado".
Quando algumas pessoas entram no sistema de comentários do DCPL e ofendem a mãe do Cazuza porque ela atreveu-se a escrever em seu blog uma crítica às afirmações do Dourado sobre a AIDS, eu começo a ficar temerosa de que esse tipo de sentimento arraigado de intolerância e preconceito aproveite essa brecha para mostrar sua cara. Acaba que a intolerância é corroborada quando se aceita Dourado, minimizando sua idéias preconceituosas sobre a homossexualidade apenas em nome de uma possível vitória do candidato, pois é responsabilidade de todos que são informados e esclarecidos discutir e combater essa falta de informação.
Mas os fãs do Dourado não precisam ficar preocupados, pois grande parte do público, infelizmente, pensa como ele. E a maneira afetada e caricata de Dicesar e Serginho, sua personalidade fraca, sua falta de conteúdo não ajudam, não combatem essa rejeição que nós seres humanos temos com aqueles que são diferentes. Só existe uma pedra no caminho da possível vitória do Marcelo Dourado, se a sociedade conseguir identificar em suas atitudes, em suas idéias controversas, o preconceito imenso, o cheiro de um mundo velho e ultrapassado que deveria de vez ser descartado. Mas como o tempo é pouco e a disposição do público parece que inexiste, Marcelo Dourado caminha a passos largos para a conquista de muito dinheiro. Afinal de contas, thats entertainment!