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sábado, 29 de outubro de 2011

Brasil e África, um só continente.

Quando eu olhava o mapa do mundo eu pensava: que grande viagem imaginar que um dia só havia um continente e que eles se separaram.


Semana passada, quando cheguei em Varela, cidade no norte da Guiné-Bissau já na divisa com o Senegal percebi que a viagem era minha de não acreditar.

Na estrada

Varela é um daqueles paraísos terrestres "onde a gente a natureza feliz (vivem) sempre em comunhão".

Era como se eu estivesse chegando numa das maravilhosas praias ao norte da Bahia, onde já estive tantas vezes e tantas vezes já me encantei.


Ou então, ali perto de Pipa (RN) com as falésias ao fundo da costa.

Um lugar tão familiar e querido que por pouco uma lágrima não escorreu pelo rosto. Mas não lágrimas de tristeza ou de saudade, mas de encantamento e alegria por estar ali.

Só que não era tudo.


Esse elemento da natureza que definitivamente me transforma e seduz.

(curioso que escrevendo isso me lembrei de que quando eu tinha 18 anos estava viajando pela costa brasileira com a minha amiga Theda Cabrera e, antes de partirmos ela fez meu mapa astral. E na leitura que fez, me disse que eu devia tomar sempre cuidado com o mar, pois eu me seduzo fácil por ele e posso perder o limite. Nunca mais esqueci isso, e sempre tomo cuidados)
Mas, voltando a Varela, o mar tem a temperatura de uns 20º, ou seja, maravilhoso e relaxante. 

Além disso, passamos o dia (eu, Cintia Gusson e Joaquim Ventura) com 4 crianças locais divertidíssimas e lindas, que o tempo todo nos fez cia e nós a eles.

Para finalizar esse paraíso, que infelizmente, só durou 24h, a pousada:

A "mana Fa" como eles chamam a dona é uma portuguesa, casada com um italiano e que ali se instalou. Ela criou uma pousada com estilo "minha casa", com pequenos bongolôs dormitórios típicos de cidade praiana, como sempre fui na minha infância e adolescência. Seu marido é o cozinheiro e fez taliateli e spagueti original, deliciosos.

Alguém duvida que depois disso fiquei radiante?

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A felicidade nas coisas simples.

Cada um se sente feliz da maneira que lhe convém.


Uns ficam radiantes quando vão ao shopping center. Outros quando compram um carro novo ou um sapato chique é como se tivessem chegado ao céu.


Para mim, a felicidade está no contato com a natureza. Principalmente, se há água abundante correndo, seja rio ou mar.






Não há preocupação, tristeza, solidão, medo ou frustração que não seja superado quando estou em lugares assim.


Foi exatamente como me senti chegando a Quinhamel, lugarejo perto de Bissau. O lugar é muito normal: um rio, árvores, gente pescando com rede e muitos pássaros. Mas a paz que senti quando sentei de frente ao rio, colado ao barco de um pescador e fiquei ali, contemplando-o e ouvindo os sons da natureza é o que me faz ter a certeza de que, com mais ou menos dificuldade, acabo sempre fazendo as escolhas certas.