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terça-feira, 27 de novembro de 2012

TERRA DE ARTISTAS

(clique no título acima para ver a postagem completa)


Um roteiro turístico e cultural pelas belas paisagens naturais e arquitetônicas da Bretanha, uma região que conserva até hoje antigas tradições e que inspirou uma centena de pintores a produzirem obras que contribuíram para a história da arte mundial
Rose Campos

Existem várias razões para que tantos artistas de toda a Europa e da América tenham sido atraídos pela Bretanha ao longo dos séculos, preenchendo incontáveis telas em resposta ao encantamento das paisagens. É uma terra de belezas naturais e arquitetônicas com praias de areias brancas, campos verdes que terminam em penhascos e sítios pré-históricos. Na parte mais selvagem da ilha denominada

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Duas vezes London.

Para sentir Londres é preciso observar a constante dicotomia entre o tradicional e o moderno.


Esta dicotomia está presente em cada bairro, em cada rua e em cada viela.


De forte apelo histórico devido a sua arquitetura estar muito relacionada ao período medieval, Londres não é só história.


O próprio sistema político reflete essa dicotomia: de um lado a aristocracia da monarquia e do outro a "democracia" parlamentarista.


Insisto nisso porque isso torna a cidade estranha.
A velha monarquia resiste mais como apelo turístico do que qualquer outra coisa. E claro que, como turista que sou, me impressiono vendo o Big Ben, os parques e jardins reais, as carruagens e a cavalaria.


Mas também me impressiono de ver que aqui não se come bem. A maioria anda com seus sanduíches prontos comprados no mercado e um latte do starbucks  ou do costa. Também me impressiono com o paradoxo: educação.


Os ingleses são conhecidos mundialmente por serem "polite", ou seja, gentis e educados. E de fato são! Mas é uma educação que dura até a esquina, porque a cidade é uma sujeira só, com lixo jogado e largado em toda parte. Até mesmo dentro do ônibus as pessoas abandonam as garrafas e copos plásticos.




Porém, o gostoso de Londres é ter muitas coisas para fazer, em qualquer dia da semana. O bairro de Camden Town é uma delícia: uma mistura de 25 de março com Benedito Calixto. Muita comida chinesa, barracas indianas e lojas no estilo rock and roll. Divertidíssimo.


Ou caminhar no final de Tarde no South Bank e ver a noite chegar as 16h. Sim, anoitece as 16h.


E, óbvio, os pubs lotados todas as noites. TUDO de BOM!


Desde adolescente eu sonhava em morar em Londres e, de certa forma, esse sonho foi realizado ao sentir a cidade em seus aspectos positivos e negativos.




obs: um dia quero escrever sobre o estado militarizado inglês e onde isso se reflete nas ruas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lisboa à flor da pele.

Sentir a cidade.
Esta é uma expressão que poucos entendem, especialmente por duas razões: ou estamos na nossa e nem a percebemos mais ou estamos fazendo turismo.
E fazer turismo nem sempre é o melhor jeito de conhecer o mundo. É claro que quando vou à uma cidade visito os pontos turísticos, tiro as mesmas fotos que quase todos que lá visitaram tiraram, bla, bla bla.
Mas o que eu gosto mesmo é de sentir a cidade.

Foi o que fiz desta vez em Lisboa. Uma das coisas que ficou na minha cabeça quando fiz a minha primeira viagem à Europa à passeio (clique aqui e aqui para ver como foi) foi a sensação de que tudo foi tão rápido que não deu para sentir as cidades.
Desta vez não. Oito dias foram suficientes para:
 - perceber que em Lisboa come-se bem em qualquer lugar.
 - ter a certeza de que tomar um bom vinho todos os dias é pré-requisito.
 - saber que nos restaurantes locais pode se comer muito e pagar pouco. Ex: eu, Angelica e Nuno fomos a um restaurante desses chamado "Panças". Comemos um bacalhau a loureiro gigante, que dava pra 4 pessoas, bebemos e pagamos somente 11 euros cada um.
 - observar que Lisboa é uma cidade de dia e uma de noite. A noite existe e é muito agitada, mas seus lugares combinam mais com a luz do dia.
- conhecer lugares culturais maravilhosos como o Armazem 13 e o Centro Cultural Belem. 
- ir ao estádio e descobrir que há sim muitas facilidades em ir ver um jogo aqui: ingresso fácil de comprar, cadeira numerada, vista excelente. Mas também tem a correria de qualquer estádio: dificuldade de entrar, caos no trânsito, barraquinhas de comida e bebida do lado de fora.
- transportar-se com facilidade pra qualquer lado, inclusive deliciosas cidades ao redor (30 a 40 minutos de Comboio): Sintra e Cascais.
- por fim, descobrir pessoas interessantíssimas e outras lindas, abrindo às portas pra muita gente que ainda verei nessas férias.

Quer ver mais fotos: (clique aqui)

Lisboa  (Álvaro de Campos)Lisboa com suas casas 
De várias cores, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores... 
À força de diferente, isto é monótono. 
Como à força de sentir, fico só a pensar. 

Se, de noite, deitado mas desperto, 
Na lucidez inútil de não poder dormir, 
Quero imaginar qualquer coisa 
E surge sempre outra (porque há sono, 
E, porque há sono, um bocado de sonho), 
Quero alongar a vista com que imagino 
Por grandes palmares fantásticos, 
Mas não vejo mais, 
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras, 
Que Lisboa com suas casas 
De várias cores. 

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa. 
A força de monótono, é diferente. 
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo. 

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores. 

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Finalmente Barcelona

Onde estarao aqueles hippies de 20 anos das decadas de 60 e 70?
Talvez esteja aqui, em Barcelona.
Foi muito engraçado estar por aqui, porque não é uma cidade espetacular, mas o que faz dela uma grande cidade é as pessoas que vivem nela.
É um pessoal mais alternativo e artístico.
Como o peladão aí.
A praia , que é no meio da cidade, tem varios e varias peladonas.
rs
Ou no festival de cinema a céu aberto, onde o pessoal levar comida , bebida, toalhas e faz um pic-nic, bem como na década de 70.
Enfim, terminar a viagem por Barcelona foi bom, pois vi um lugar onde o povo é legal, onde as pessoas são mais importantes do que as contruções.
Agora, de volta pra casa!

sábado, 24 de julho de 2010

Veneza, eu volto.

Quando marquei de ir pra Veneza de última hora claro que fiquei contente, mas também receoso, por ter muita expectativa e nao ser tao bom.
Que nada!
Estar em Veneza foi maravilhoso!
Nunca vi um lugar tao romântico. Aqui, o que normalmente é brega fica bonito. Ver na praça San Marco um quinteto tocando as músicas mais chavoes do que é a Italia fica legal.
O castelo aqui nao é brega como o da família real espanhola.
E o povo, ah, que engraçado. Eu dava uma fugidinha dos pontos turísticos e via um povo simples, que conversa e se diverte bastente.
Vou voltar a estudar italiano. Foi muito gostoso ouví-los.
E quando eu fiz um passeio de vaporetto a noite... me veio a sensaçao de estar há mais de 500 anos e ver o quanto isso aqui era muito louco pro povo daquela época.
Recomendo o filme
O mercador de Veneza, de Shakespeare, com Al Pacino. (eu tenho, se quiser ir ver lá em casa...fica a dica).
Um dia volto a Veneza. Como ator de um filme que disputará o festival de veneza de cinema. Pode crer!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Temperos sobre Veneza

Não sei nem por onde começar a escrever sobre Veneza, então começo com esses dois videozinhos que fiz.



domingo, 18 de julho de 2010

"Isto é um deserto"


uau.
Madrid.
Eu esperava pouco de Madrid, principalmente porque nunca fui grande admirador de museus e eu achava que Madrid ia ser basicamente isso.

Um erro pensar assim. Madrid é uma delícia e tem bastante lugar bonito pra se ver. Além do que, fui tão bem recebido e tratado na casa da Valerie, que só isso já teria valido a pena estar aqui. E era engraçado que com o calor a frase dela era: "Isto é um deserto!"rs
Mas teve mais:
adorei ir no museu do Prado. Algumas telas gigantes maravilhosas e as esculturas neoclassicas. PQP!
Tinha uma que a mãe estava morta com um punhal , suicidio, e em cima dela, o corpo do filho criança morto na guerra.
E uma outra onde a filha jovem, amamenta o pai idoso que está acorrentado e preso também na guerra.
Fantástico!
Já percebo um caminho das artes plásticas que pode me interessar mais do que a pintura: as esculturas.

sábado, 17 de julho de 2010

Donostiari Begira

Após a Galicia tive o primeiro furo, e até agora único, da viagem. Quando pesquisei e fiz meu roteiro eu tinha visto que de trem para o próximo destino era complicado, mas não fiz as anotações necessárias. Aí, como estou fazendo sempre, chego na estação e já compro o bilhete da próxima viagem. Quando comprei a passagem para San Sebastian o susto: 12 horas de viagem. Só depois de estar em San Sebastian me dei conta que eu tinha visto isso. Fazer o que?



Qual a melhor maneira de acabar com a solidão? Gente!


huauhahuauhahua


O lugar que fiquei em San Sebastian era um Guest House, que em português seria uma casa com convidados, mais ou menos isso. E era isso mesmo. huahuahua


A dona do apartamento encheu os quartos de beliches e hospeda as pessoas. Lotação, gente animada e de todo canto. Por exemplo: no meu quarto tinha um catalão, um peruano, 2 australianos e uma madrilenha. Impossível não lembrar do filme Albergue Espanhol.


Donostia ou San Sebastian está no país basco, no norte da espanha, fronteira com a França. Também com duas linguas oficiais: o castellano e a euskera. Só que ao contrário do galego, a euskera não tem nada a ver com o portugues.


Essa cidade foi escolhida porque em 1995, acho, eu assisti ao filme Terra Estrangeira, do Walter Salles e o protagonista, um cara que gosto de assistir até hoje (Fernando Alves Pinto) queria chegar a terra da sua mãe: San Sebastian.



E não me arrependi. Que cidade linda!

Lindos prédios, lindas praias, lindos passeios, lindas pessoas e um clima delicioso. Me diverti horrores, seja nos passeios, seja no apartamento ou seja no bar jogando sinuca com o pessoal do quarto.

 Agora três grandes cidades e o fim da viagem: Madrid, Veneza e Barcelona.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Na festa espanhola eu tava.


Depois de Portugal fiz uma rápida passagem pela Galicia, na Espanha, nas cidades de Vigo e A Coruña.



Foram 3 dias em duas cidades, uma loucura. Vigo é uma cidade com poucas coisas para fazer, mas agradável. Além do que, fui até lá especialmente para o show do Jorge Drexler (ler outra postagem clicando aqui) e além da maravilha que foi o show, ainda pude ir a praia Samil e começar aos hábitos espanhóis.


Por exemplo, aqui em todo lugar se come bocadillo, que é na verdade um sanduiche. Mas tem de todo tipo: bocadillo de carangueijo, de omelete (tortilla), muitos de carne e por aí vai.


Na Galicia se fala duas linguas oficiais, o castellano e o galego, que é quase uma mistura do portugues com o espanhol, a grosso modo. É a parte do norte da Espanha onde a cultura celta está bastante presente.

 Fora tudo isso, assisti a final da Copa Espanha (1x0) Holanda num parque. Caramba! Foi demais. A tensão, a festa, aquele monte de vuvuzela no ouvido o tempo todo. E depois então. Os doidos campeões foram pra uma praça que tinha uma fonte e se jogaram dentro da fonte gritando "campeones, campeones, ole,ole, ole" ou "yo soy español, español, español". Muito, mas muito parecido com o que vi e vivi na final da copa de 1994. Eu estava no Anhangabaú e a festa foi tremenda, pois o último título tinha sido em 1970 e a minha geração nunca tinha visto o Brasil ganhar uma copa.



 Já em A Coruña só fiquei um dia, mas foi um dia cheio de lugares lindos, pena que garoou todo o tempo. A Torre de Hercules, essa sim uma torre de respeito, rs, com uma exposição arqueológica em baixo e lá em cima uma vista espetacular do mar.


Depois peguei um elétrico (sim, aqui também tem um) e fui até a praça Maria Pitta, no centro. Grandiosa, bonita, "muy chula" como eles dizem por aqui. E a noite, jantei num lugar delicioso, de pedra, com o menu da casa: sopa de marisco, file de merluza a romana e uma jarra de vinho da casa.


Foi corrido, mas valeu a pena ter conhecido a Galicia. A única parte não tão boa é que nestes dois lugares fiquei em hoteis, ou seja, tinha um quarto com uma boa cama de casal só pra mim, mas tudo muito solitário.




segunda-feira, 12 de julho de 2010

Vinhos no porto

O último dia na cidade do Porto foi muito especial. Não só pelo sol ter voltado, mas também porque fui na melhor parte da cidade, que na verdade nem é mais no Porto, mas sim atravessando o rio Douro por uma ponte e chegando na vila Nova de Gaia.



É neste lugar onde estão as caves de vinho do porto. Você pode escolher uma, da marca que quiser, e ir conhecê-la. Eu escolhi a Ramos Pinto. Não tinha certeza porque, mas lembrava-me de ter tomado seu vinho uma primeira e única vez na casa da Lu Tambellini. Na verdade, fazia tempo que não nos víamos (como agora) e fomos conversando e tomando-a até que a garrafa acabou. E se não era essa garrafa então minha memória misturou tudo.


Pois então. Fui até a cave e lá, por €3,50 (três euros e cinquenta +- R$8,00) você faz uma visita guiada ao museu do vinho, vai até as caves onde estão os barris e depois degusta alguns vinhos daquela marca. E, logo no começo, eu descobri porque escolhi-o. A guia disse que o Adriano Ramos Pinto foi o primeiro a querer investir na exportação para o Brasil, ao contrário dos demais que exportavam para a Inglaterra. Aí está: é a nossa marca mais conhecida!


Não posso descrever exatamente como esse passeio é bom de se fazer. Talvez porque me encante a arte de fabricar vinho, como tudo é tão artesanal e demora tempo, ou melhor, tem seu próprio tempo para ser feito. Deu-me vontade de fazer um curso sobre vinhos. Fora isso, na hora de degustar você o faz numa sala charmosissima de uma casa antiga e da janela o rio Douro corre e na sua frente todo o morro da parte histórica da cidade do Porto.


Aliás, tenho de fazer um comentário que andando por aqui pensei em alguns momentos. Incrível, mas no Brasil, morro é a favela e na Europa morro é a parte histórica e elegante. Quem sabe com mais quinhentos e dez anos nossos morros não sejam históricos também?


domingo, 11 de julho de 2010

"Varias primaveras atras, el viento cambio"

Neste momento estou na Galícia, na cidade de Vigo, Espanha.
Eu pretendo escrever sobre meu ultimo dia no Porto, que foi fantástico, mas preciso fazer um pulo no tempo, pois ontem tive uma experiência fantastica vendo o o show do uruguaio Jorge Drexler.
Desde o começo seu carisma entrou em cena. Faltavam cinco minutos pra acabar a decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo.
Jorgito entrou em cena com seu mac na mão e foi cantando os últimos lances da partida. Tipicamente uruguaio nessas horas, Jorgito deu um show de simpatia, mesmo com a derrota de sua seleção. rs



Mas o show mesmo foi demais. Foram duas horas de puro extase.
Eu já estive em dois ou três shows dele, mas neste ele dá um salto na sua carreira artística. Primeiro pela excelente banda que o compõe. Seus show que antes eram solos, agora tem excelentes músicos para acompanhar. Tem tanto instrumento que seria impossível lembrar de todos de cabeça.
Música de primeirissima qualidade.
Além, é claro, dele estar aparentemente de bem com a vida, o que deixa suas novas músicas uma delícia de serem ouvidas.
Enfim, valeu cada Euro pago na entrada. Alías, um lindo teatro e eu na terceira fila.
Dia 23 tem show dele em São Paulo. Quem vai?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

E eis-me onde comecei.

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!

(poema completo no final da postagem)
 
Estar aqui na cidade do Porto, neste momento da viagem está deveras nostálgico.

A cidade tem poucas coisas pra conhecer. Ela é bonita, cheia de história e também com BASTANTE gente bonita, mas o que está pegando é ouvir os portugueses falarem a sete dias e não me lembrar da minha infância, com o meu avô era um deles e minha avó recebia sempre a visita da portuguesa Zilda.

Meu avô, Henrique nasceu aqui no Porto e tem vários deles na rua. Senhores da 3ª idade que tem o rosto muito parecido com o dele.

Enfim, dá um pouco de saudades de uma época já distante, mas que não me sai da memória.


Meus oito anos (casimiro de abreu)
 
Oh! que saudades que tenho



Da aurora da minha vida,



Da minha infância querida



Que os anos não trazem mais!



Que amor, que sonhos, que flores,



Naquelas tardes fagueiras



À sombra das bananeiras,



Debaixo dos laranjais!







Como são belos os dias



Do despontar da existência!



- Respira a alma inocência



Como perfumes a flor;



O mar é - lago sereno,



O céu - um manto azulado,



O mundo - um sonho dourado,



A vida - um hino d'amor!







Que auroras, que sol, que vida,



Que noites de melodia



Naquela doce alegria,



Naquele ingênuo folgar!



O céu bordado d'estrelas,



A terra de aromas cheia,



As ondas beijando a areia



E a lua beijando o mar!







Oh! dias da minha infância!



Oh! meu céu de primavera!



Que doce a vida não era



Nessa risonha manhã.



Em vez das mágoas de agora,



Eu tinha nessas delícias



De minha mãe as carícias



E beijos de minha irmã!







Livre filho das montanhas,



Eu ia bem satisfeito,



De camisa aberto ao peito,



- Pés descalços, braços nus -



Correndo pelas campinas



À roda das cachoeiras,



Atrás das asas ligeiras



Das borboletas azuis!







Naqueles tempos ditosos



Ia colher as pitangas,



Trepava a tirar as mangas,



Brincava à beira do mar;



Rezava às Ave-Marias,



Achava o céu sempre lindo,



Adormecia sorrindo



E despertava a cantar!







Oh! Que saudades que tenho



Da aurora de minha vida (...)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

E de repente, não mais que de repente, eis que chego numa pequena cidade de Portugal chamada Coimbra.
Escolhi-a basicamente por ser uma cidade de tradicional universidade, mas confesso que estava preocupado se teria valido a pena.
Valeu, e muito!
Coimbra é apaixonante!
Primeiro porque a população daqui é linda.
Depois, porque é uma cidade super organizada e ao mesmo tempo cheia de vida.
Além disso, encontrei muita gente simpática, a começar pelo garçom do restaurante que jantei ontem.
E, logo na primeira noite, assisti ao ar livre um concerto de música clássica com banda, coro, tenor e momentos de dança moderna inclusos.
Chorei, me arrepiei e também sorri com o divertido maestro.
E hoje fiz várias caminhadas interessantes e ainda tem a noite que está chegando. Amanhã já vou rumo ao Porto, mas Coimbra, certamente foi uma excelente escolha para começar a parte "sozinha" da viagem.