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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

"Minha vida é andar por esse país"

(clique no título acima para ver a postagem completa)

Viajar é, sem dúvida, o maior prazer que tenho. Muito embora eu já tenha visitado muitos países eu comecei minha vida de viajante aqui mesmo no Brasil. E conheci cada lugar incrível.
Resolvi fazer então um mapa dos lugares que fui. Não pra me vangloriar dos que estive, mas pra ver os que ainda faltam.
Infelizmente o google não permitiu que eu colocasse tudo num mapa só. Então tive de dividir.

Exibir mapa ampliado (clicando no mapa ampliado é possível ver os pontos de parada)

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

TERRA DE ARTISTAS

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Um roteiro turístico e cultural pelas belas paisagens naturais e arquitetônicas da Bretanha, uma região que conserva até hoje antigas tradições e que inspirou uma centena de pintores a produzirem obras que contribuíram para a história da arte mundial
Rose Campos

Existem várias razões para que tantos artistas de toda a Europa e da América tenham sido atraídos pela Bretanha ao longo dos séculos, preenchendo incontáveis telas em resposta ao encantamento das paisagens. É uma terra de belezas naturais e arquitetônicas com praias de areias brancas, campos verdes que terminam em penhascos e sítios pré-históricos. Na parte mais selvagem da ilha denominada

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Duas vezes London.

Para sentir Londres é preciso observar a constante dicotomia entre o tradicional e o moderno.


Esta dicotomia está presente em cada bairro, em cada rua e em cada viela.


De forte apelo histórico devido a sua arquitetura estar muito relacionada ao período medieval, Londres não é só história.


O próprio sistema político reflete essa dicotomia: de um lado a aristocracia da monarquia e do outro a "democracia" parlamentarista.


Insisto nisso porque isso torna a cidade estranha.
A velha monarquia resiste mais como apelo turístico do que qualquer outra coisa. E claro que, como turista que sou, me impressiono vendo o Big Ben, os parques e jardins reais, as carruagens e a cavalaria.


Mas também me impressiono de ver que aqui não se come bem. A maioria anda com seus sanduíches prontos comprados no mercado e um latte do starbucks  ou do costa. Também me impressiono com o paradoxo: educação.


Os ingleses são conhecidos mundialmente por serem "polite", ou seja, gentis e educados. E de fato são! Mas é uma educação que dura até a esquina, porque a cidade é uma sujeira só, com lixo jogado e largado em toda parte. Até mesmo dentro do ônibus as pessoas abandonam as garrafas e copos plásticos.




Porém, o gostoso de Londres é ter muitas coisas para fazer, em qualquer dia da semana. O bairro de Camden Town é uma delícia: uma mistura de 25 de março com Benedito Calixto. Muita comida chinesa, barracas indianas e lojas no estilo rock and roll. Divertidíssimo.


Ou caminhar no final de Tarde no South Bank e ver a noite chegar as 16h. Sim, anoitece as 16h.


E, óbvio, os pubs lotados todas as noites. TUDO de BOM!


Desde adolescente eu sonhava em morar em Londres e, de certa forma, esse sonho foi realizado ao sentir a cidade em seus aspectos positivos e negativos.




obs: um dia quero escrever sobre o estado militarizado inglês e onde isso se reflete nas ruas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lisboa à flor da pele.

Sentir a cidade.
Esta é uma expressão que poucos entendem, especialmente por duas razões: ou estamos na nossa e nem a percebemos mais ou estamos fazendo turismo.
E fazer turismo nem sempre é o melhor jeito de conhecer o mundo. É claro que quando vou à uma cidade visito os pontos turísticos, tiro as mesmas fotos que quase todos que lá visitaram tiraram, bla, bla bla.
Mas o que eu gosto mesmo é de sentir a cidade.

Foi o que fiz desta vez em Lisboa. Uma das coisas que ficou na minha cabeça quando fiz a minha primeira viagem à Europa à passeio (clique aqui e aqui para ver como foi) foi a sensação de que tudo foi tão rápido que não deu para sentir as cidades.
Desta vez não. Oito dias foram suficientes para:
 - perceber que em Lisboa come-se bem em qualquer lugar.
 - ter a certeza de que tomar um bom vinho todos os dias é pré-requisito.
 - saber que nos restaurantes locais pode se comer muito e pagar pouco. Ex: eu, Angelica e Nuno fomos a um restaurante desses chamado "Panças". Comemos um bacalhau a loureiro gigante, que dava pra 4 pessoas, bebemos e pagamos somente 11 euros cada um.
 - observar que Lisboa é uma cidade de dia e uma de noite. A noite existe e é muito agitada, mas seus lugares combinam mais com a luz do dia.
- conhecer lugares culturais maravilhosos como o Armazem 13 e o Centro Cultural Belem. 
- ir ao estádio e descobrir que há sim muitas facilidades em ir ver um jogo aqui: ingresso fácil de comprar, cadeira numerada, vista excelente. Mas também tem a correria de qualquer estádio: dificuldade de entrar, caos no trânsito, barraquinhas de comida e bebida do lado de fora.
- transportar-se com facilidade pra qualquer lado, inclusive deliciosas cidades ao redor (30 a 40 minutos de Comboio): Sintra e Cascais.
- por fim, descobrir pessoas interessantíssimas e outras lindas, abrindo às portas pra muita gente que ainda verei nessas férias.

Quer ver mais fotos: (clique aqui)

Lisboa  (Álvaro de Campos)Lisboa com suas casas 
De várias cores, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores... 
À força de diferente, isto é monótono. 
Como à força de sentir, fico só a pensar. 

Se, de noite, deitado mas desperto, 
Na lucidez inútil de não poder dormir, 
Quero imaginar qualquer coisa 
E surge sempre outra (porque há sono, 
E, porque há sono, um bocado de sonho), 
Quero alongar a vista com que imagino 
Por grandes palmares fantásticos, 
Mas não vejo mais, 
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras, 
Que Lisboa com suas casas 
De várias cores. 

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa. 
A força de monótono, é diferente. 
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo. 

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores. 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Êxtase no Cortejo Afro

VocÊs não teem noção do que foi estar no ensaio do Cortejo Afro, na última
segunda, 27/12, no Pelourinho.


É tudo o que eu amo na Bahia.


A energia espetacular do povo se divertindo. A cultura afro-brasileira no estado puro. As músicas que tem colocam pra cima.


O povo bonito.


O "CALOR" humano.


Mas se não bastasse tudo isso, no ensaio dessa segunda ainda teve a participação de Margareth Menezes.


O que mais eu podia querer?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pequenos gestos geram comportamentos.



Conheço muita gente, incluindo aí baianos, que reclama da sujeira de Salvador. Também encontro muito discurso preconceituoso dos próprios baianos com relação a seu povo:


-"A mulher baiana se veste muito vulgar"
- "Aqui as pessoas são muito mal educadas"


Toda vez que isso acontece fico refletindo. Afinal,
trabalho numa favela em SP e poderia dizer que lá é um microcosmo da cidade de Salvador.


Sim, é verdade que tanto em SSA quanto na Vila Albertina as pessoas teem o péssimo hábito de jogar o lixo no chão, sem nenhum cuidado com o bem público.


E também não vou aqui defender que isso seja feito. Mas fico pensando o quanto dessas atitudes refletem no jeito de ser das pessoas?


Pois é inegável e os próprios baianos reconhecem que as relações interpessoais aqui em Salvador, e na Bahia em geral, são infinitamente melhores do que em São Paulo.  Aqui as pessoas se olham, se cumprimentam e conversam umas com as outras, mesmo sem se conhecer. Aqui você pode perguntar  sobre como chegar em algum lugar que quase ninguém vai te olhar com cara feia. Pelo contrário, vão explicar com detalhes e um sorriso no rosto.


Tenho a sensação de que a medida que uma sociedade vai ficando mais "civilizada" ela vai ficando mais chata e individualista. O tempo que se gasta em São Paulo para deixar um lugar "limpo e organizado" é o tempo que se perde para conversar sobre a vida e de compartilhar com o outro alegrias, histórias e curiosidades.


Há que se ter o mínimo de cuidado com higiene, saúde e respeito ao bem público mas passou do mínimo já vira exagera, vira o higienismo hitlerista. Ou você ainda não percebeu que a sala da sua casa provavelmente é pintada de branca e você se esforça todo o dia para deixá-la limpa, sem nenhuma mancha escura de pó?


Tudo isso pode parecer um exagero, mas vale a pena refletir o quanto não introjetamos em pequenos gestos uma ideologia de raça e elitista.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O que me fascina na Bahia

Quando chegou na Bahia parece que estou em outro país.
Nunca fui a Cuba, mas aqui sempre tenho a sensação de que estou lá. Só falta, é claro, que não houvesse as desigualdades sociais.


O que mais me encanta nessa terra é a mistura dos povos. É ver na Bahia e em Salvador o lugar mais negro do Brasil.
Só aqui percebo o negro tendo orgulho de ser negro. O negro andando com seus rastafaris quando este gosta. A negra andando com seus balangandãs e seus guias sem ter medo ou vergonha de sua religião.
Isso, sem falar, que aqui os outdores tem muita publicidade com negros no foco principal.


Quando o ônibus passa por ondina, sobe a ladeira e começa a descer em direção ao farol da barra eu tenho a certeza: TEREI DIAS FELIZES!