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Existem pessoas que nos inspiram. Nos tocam em alguma região do cérebro que nos faz repensar tudo.
Tive esse prazer assistindo ao programa Espelho, do Canal Brasil, apresentado pelo ator Lázaro Ramos. Ele entrevistou a desembargadora Luislinda Valois.
Minha intenção aqui não é retratar ou descrever a entrevista, mas apenas dizer que ela vale a pena, porque mexe com conceitos, com preconceitos. A capacidade de superação, ou como alguns preferem chamar, de resiliência de algumas pessoas devem inspiram àqueles que se sentem um pouco perdidos ou confusos.
Outra vertente deste programa é a curiosidade em ler seu livro: O Negro no Século XXI.
A obra traz reflexões sobre a participação dos negros na sociedade atual, abordando temas como educação, profissionalização e lazer, além do tratamento dispensado aos negros durante os julgamentos e a falta de magistrados nas diversas instâncias do Poder Judiciário.
Programa Espelho: http://programaespelho.blogspot.com.br/
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sábado, 12 de maio de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
As campeãs do carnaval.
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Daqui a pouco começa a apuração do desfile das escolas de samba de SP e, amanhã, as do RJ.
Antes do anúncio oficial, para mim o carnaval já tem duas campeãs: Mocidade Alegre e Portela.
A Mocidade não é das mais tradicionais escolas de samba de SP. Existe desde 1967 e é do bairro do Limão, Zona Norte de São Paulo. Ganhou até hoje 8 títulos, sendo que os últimos 3 na primeira década do séc XXI, depois de ficar 24 anos sem ganhá-lo.
Este ano, a Mocidade homenageou o centenário de Jorge Amado e, a partir do livro Tenda dos Milagres falou bastante da crença nos orixás e fez um desfile com o principal objetivo de mexer com o preconceito contra as religiões de matrizes africanas.
E por tudo isso merece o título, na minha opinião. Obviamente essa é uma opinião subjetiva de quem frequenta a escola e é apaixonado pela temática.
Esse aliás, é um dos principais motivos de eu querer também a Portela campeã. Portela que, ao contrário da Mocidade é bem tradicional. Tem o dobro da idade da primeira (88 anos). Tem 21 títulos só que o último em 1984 e esse ano também teve como tema a Bahia e os orixás.
Só que a Portela partiu do Nosso Senhor do Bonfim, que no sincretismo baiano representa Oxalá.
Os que me conhecem sabem ( às vezes duvidam) que não tenho crenças e não sou religioso. No entanto, sou incansável na luta contra qualquer preconceito. Especialmente quando o preconceito é de cor.
As religiões dos orixás incomodam uma parte do povo brasileiro exatamente por serem de matrizes africana.
E é uma pena que hoje em dia em territórios onde a população negra é a maioria, essas religiões também sofrem preconceito. Bairros inteiros estão dominados por seus lideres espirituais engravatados que determinam o que cada um pode e deve fazer e o gado segue em nome de Deus e do sei lá mais o que.
As religiões de matrizes africanas são o contrário disso. Pregam a liberdade, a alegria, a dança e a utilização do corpo como ferramenta de expressão e de vida. É isso que me encanta nesse terreno e é por isso, para provocar o rebanho que cada vez mais se reprime e fica cinza como a cidade de SP, que apoio o candomblé e a umbanda com suas cores, danças e sabores.
Sendo assim, Mocidade Alegre e Portela, que tiveram a audácia de trazerem para a avenida esse colorido já são para mim as campeãs do carnaval!
Daqui a pouco começa a apuração do desfile das escolas de samba de SP e, amanhã, as do RJ.
Antes do anúncio oficial, para mim o carnaval já tem duas campeãs: Mocidade Alegre e Portela.
A Mocidade não é das mais tradicionais escolas de samba de SP. Existe desde 1967 e é do bairro do Limão, Zona Norte de São Paulo. Ganhou até hoje 8 títulos, sendo que os últimos 3 na primeira década do séc XXI, depois de ficar 24 anos sem ganhá-lo.
Este ano, a Mocidade homenageou o centenário de Jorge Amado e, a partir do livro Tenda dos Milagres falou bastante da crença nos orixás e fez um desfile com o principal objetivo de mexer com o preconceito contra as religiões de matrizes africanas.

E por tudo isso merece o título, na minha opinião. Obviamente essa é uma opinião subjetiva de quem frequenta a escola e é apaixonado pela temática.
Esse aliás, é um dos principais motivos de eu querer também a Portela campeã. Portela que, ao contrário da Mocidade é bem tradicional. Tem o dobro da idade da primeira (88 anos). Tem 21 títulos só que o último em 1984 e esse ano também teve como tema a Bahia e os orixás.
Só que a Portela partiu do Nosso Senhor do Bonfim, que no sincretismo baiano representa Oxalá.
Os que me conhecem sabem ( às vezes duvidam) que não tenho crenças e não sou religioso. No entanto, sou incansável na luta contra qualquer preconceito. Especialmente quando o preconceito é de cor.
As religiões dos orixás incomodam uma parte do povo brasileiro exatamente por serem de matrizes africana.
E é uma pena que hoje em dia em territórios onde a população negra é a maioria, essas religiões também sofrem preconceito. Bairros inteiros estão dominados por seus lideres espirituais engravatados que determinam o que cada um pode e deve fazer e o gado segue em nome de Deus e do sei lá mais o que.
As religiões de matrizes africanas são o contrário disso. Pregam a liberdade, a alegria, a dança e a utilização do corpo como ferramenta de expressão e de vida. É isso que me encanta nesse terreno e é por isso, para provocar o rebanho que cada vez mais se reprime e fica cinza como a cidade de SP, que apoio o candomblé e a umbanda com suas cores, danças e sabores.
Sendo assim, Mocidade Alegre e Portela, que tiveram a audácia de trazerem para a avenida esse colorido já são para mim as campeãs do carnaval!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O que me fascina na Bahia
Quando chegou na Bahia parece que estou em outro país.
Nunca fui a Cuba, mas aqui sempre tenho a sensação de que estou lá. Só falta, é claro, que não houvesse as desigualdades sociais.
O que mais me encanta nessa terra é a mistura dos povos. É ver na Bahia e em Salvador o lugar mais negro do Brasil.
Só aqui percebo o negro tendo orgulho de ser negro. O negro andando com seus rastafaris quando este gosta. A negra andando com seus balangandãs e seus guias sem ter medo ou vergonha de sua religião.
Isso, sem falar, que aqui os outdores tem muita publicidade com negros no foco principal.
Quando o ônibus passa por ondina, sobe a ladeira e começa a descer em direção ao farol da barra eu tenho a certeza: TEREI DIAS FELIZES!
Nunca fui a Cuba, mas aqui sempre tenho a sensação de que estou lá. Só falta, é claro, que não houvesse as desigualdades sociais.
O que mais me encanta nessa terra é a mistura dos povos. É ver na Bahia e em Salvador o lugar mais negro do Brasil.
Só aqui percebo o negro tendo orgulho de ser negro. O negro andando com seus rastafaris quando este gosta. A negra andando com seus balangandãs e seus guias sem ter medo ou vergonha de sua religião.
Isso, sem falar, que aqui os outdores tem muita publicidade com negros no foco principal.
Quando o ônibus passa por ondina, sobe a ladeira e começa a descer em direção ao farol da barra eu tenho a certeza: TEREI DIAS FELIZES!
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