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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

As campeãs do carnaval.

(clique no título acima para ver a postagem completa)

Daqui a pouco começa a apuração do desfile das escolas de samba de SP e, amanhã, as do RJ.
Antes do anúncio oficial, para mim o carnaval já tem duas campeãs: Mocidade Alegre e Portela.
A Mocidade não é das mais tradicionais escolas de samba de SP. Existe desde 1967 e é do bairro do Limão, Zona Norte de São Paulo. Ganhou até hoje 8 títulos, sendo que os últimos 3 na primeira década do séc XXI, depois de ficar 24 anos sem ganhá-lo.
Este ano, a Mocidade homenageou o centenário de Jorge Amado e, a partir do livro Tenda dos Milagres falou bastante da crença nos orixás e fez um desfile com o principal objetivo de mexer com o preconceito contra as religiões de matrizes africanas.


E por tudo isso merece o título, na minha opinião. Obviamente essa é uma opinião subjetiva de quem frequenta a escola e é apaixonado pela temática.


 


Esse aliás, é um dos principais motivos de eu querer também a Portela campeã. Portela que, ao contrário da Mocidade é bem tradicional. Tem o dobro da idade da primeira (88 anos). Tem 21 títulos só que o último em 1984 e esse ano também teve como tema a Bahia e os orixás.





Só que a Portela partiu do Nosso Senhor do Bonfim, que no sincretismo baiano representa Oxalá.
Os que me conhecem sabem ( às vezes duvidam) que não tenho crenças e não sou religioso. No entanto, sou  incansável  na luta contra qualquer preconceito. Especialmente quando o preconceito é de cor.
As religiões dos orixás incomodam uma parte do povo brasileiro exatamente por serem de matrizes africana.
E é uma pena que hoje em dia em territórios onde a população negra é a maioria, essas religiões também sofrem preconceito. Bairros inteiros estão dominados por seus lideres espirituais engravatados que determinam o que cada um pode e deve fazer e o gado segue em nome de Deus e do sei lá mais o que.
As religiões de matrizes africanas são o contrário disso. Pregam a liberdade, a alegria, a dança e a utilização do corpo como ferramenta de expressão e de vida. É isso que me encanta nesse terreno e é por isso, para provocar o rebanho que cada vez mais se reprime e fica cinza como a cidade de SP, que apoio o candomblé e a umbanda com suas cores, danças e sabores.


Sendo assim,  Mocidade Alegre e Portela,  que tiveram a audácia de trazerem para a avenida esse colorido já são para mim as campeãs do carnaval!






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sábado, 3 de abril de 2010

Os jogadores do Santos são ridículos!

Acabou o encanto com os jogadores do Santos. eles podem ser ótimos, mas o que fizeram foi ridículo. Como se fosssem antissemitas, eles demonstram intolerância religiosa, preconceito e arrogância. É o mínimo para descrever esses imbecis...
Segue matéria do sítio Gazeta Esportiva.

Estrelas do Santos decepcionam em visita a instituição de caridade

Do correspondente Rodrigo Martins - Santos (SP)

Parte do elenco do Santos esteve, na tarde desta quinta-feira, visitando o Lar Mensageiros da Luz, que atende crianças, adolescentes e adultos, portadores de paralisia cerebral e outras deficiências, que, devido às suas limitações, necessitam de atendimento com profissionais especializados, doando ovos de páscoa para as pessoas que recebem assistência na entidade. A instituição de caridade está localizada no Canal 3, em Santos.

Mas, apesar da solidariedade do técnico Dorival Júnior e de parte de seus comandados, outra parte do grupo santista acabou frustrando os funcionários e pessoas que recebem tratamento na instituição beneficente.

Isto porque, jogadores como Neymar, Robinho, Léo, Marquinhos, André e Roberto Brum, entre outros, se dirigiram até o local, no ônibus do clube, porém, não entraram na entidade. O caso mais curioso ficou por conta de Paulo Henrique. Ganso chegou dirigindo o seu próprio carro a a instituição, só que quando entrava no local, foi chamado por um de seus companheiros, que bateu na janela do ônibus. O meia entrou no ônibus e não mais apareceu.

Não há uma razão específica para que os atletas não tenham descido do ônibus, entretanto, apesar da insistência do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e de Dorival, este grupo decidiu por manter a posição de não entrar no Lar Mensageiros da Luz, que segue a doutrina espírita.

Constrangido com a situação e tentando explicar o que aconteceu, o treinador tentou contornar o problema. "Alguns atletas não se sentem bem entrando e vendo uma situação como essa. Temos que respeitar. Todos foram convidados, aqui estão, de livre e espontânea vontade, pois é um grupo e estamos na extensão do nosso ambiente de trabalho, apenas. Não vamos entrar por esse lado, mas cada um faz as coisas dentro daquilo que acha conveniente e necessário", comentou Dorival Júnior, enquanto os jornalistas escutavam batuques vindos de dentro do ônibus da equipe.

Incomodado, o comandante ainda tratou de enaltecer o trabalho realizado pela instituição, que mantém um apoio a pessoas com paralisia cerebral e outras deficiências, procurando dar estrutura para que todos se desenvolvam, com um acompanhamento de profissionais. O custo total deste trabalho, por mês, chega à R$ 120 mil.

"Temos que ver o lado positivo das coisas e aceitar o livre arbítrio de cada um. Alguns preferiram não entrar, só que aqueles que entraram, com certeza tiveram um aprendizado muito grande aqui e estão saindo com outra visão de um trabalho como esse. Temos que reconhecer esse trabalho maravilhoso, que desconhecemos. Isso tem que ser mostrado, pois eles enfrentam dificuldades e necessidades. Estamos procurando mostrar a sociedade aquilo que nós não queremos enxergar. Por isso, temos que estar ajudando", destacou.

Os jogadores que conheceram as instalações e entregaram 600 ovos de páscoa, para os 34 moradores do Lar Mensageiros da Luz, que existe desde 1970, foram: Felipe, Vladimir, Pará, Edu Dracena, Wesley Santos, Arouca, Wesley, Breitner, Maikon Leite, Zezinho e Zé Eduardo.

"Não tem preço o que a gente viu aqui. Às vezes, nós ficamos reclamando de problemas bobos e quando você vê o que é feito aqui, vê como pensamos pequeno", afirmou Dracena, emocionado com a visita. "Foi maravilhoso. Temos que fazer isso mais vezes. A gente tem que procurar sempre ajudar o próximo", concluiu Wesley.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009