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segunda-feira, 2 de março de 2020

Cinema brasileiro 02 - Hoje eu quero voltar sozinho

(clique no título acima para ver a postagem completa)

Català - Brasileiro

La segona pel·lícula brasilera que us recomano es mes recent. Es diu “Hoje eu quero voltar sozinho” - Avui vull tornar sol - .
Es la historia d’un adolescent cec qui descobreix la seva sexualitat amb el seu amic de escola.
Una pel·li senzilla, on a mes a mes de ser una historia d’amor, ensenya sobre les relacions interpersonals sense melodrames. En aquest enllaç segueix la pel·li (sense subtítol)

https://www.filmelgbt.com/movies/hoje-eu-quero-voltar-sozinho/

O segundo filme brasileiro que acho que vale a pena ver e rever é “Hoje eu quero voltar sozinho”. Se o primeiro estava lá em 1995, este já é mais recente, de 2014. O grande mérito do filme é tratar tanto a sexualidade como a cegueira sem apelos melodramáticos. De uma forma bonita, conta uma historia que nos enche de esperanças em tempos tão sombrios.
No link acima você pode ver o filme completo.
Abaixo, a critica do Pablo Villaça sobre ele.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Uma arte por dia #06

(clique no título acima para ver a postagem completa)

Esse filme inteiro é uma obra de arte, das mais lindas.
E essa cena, especificamente, toca.



Agora, esta outra, é uma das coisas mais poéticas que já vi no cinema.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Links de Filmes para baixar


Em breve recolocarei os links que estavam no extinto Megaupload


Para baixar o Anjo Exterminador, 
legendado (clique aqui)












Para baixar Sicko clique aqui

terça-feira, 29 de março de 2011

Encontro com Milton Santos

Encontrar com Milton Santos é sempre um privilégio. Digo isso porque tenho algumas pessoas em minha vida que dizem admirar o fato de que sonho um mundo diferente e faço o que posso para isso.

Não é nada perto do que este homem fez.Não à toa, ele é hoje a referência acadêmica de dez entre dez cursos e ongs que querem mudar o mundo.


Veja aqui um pedaço e baixe o filme completo.



download do filme completo:
http://www.megaupload.com/?d=6CDIMPTI


Aproveite e clique em mais informações para ler o texto do Cineasta Silvio Tendler sobre os 10 anos sem MS






Silvio Tendler

No inicio de 2001 entrevistei o professor Milton Santos. A riqueza do depoimento do geógrafo me obrigou a transformá-lo no filme "Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá". Lá pelas tantas o professor critica a "neutralidade" dos analistas econômicos dizendo que eles defendiam os interesses das empresas que serviam.
Dez anos depois o cineasta Charles Ferguson em seu magnífico filme "Inside Job" esmiúça em detalhes a fala de Milton Santos e revela a promiscuidade nos Estados Unidos entre bancos, governo e universidades. Revela a ciranda entre universitários que servem a bancos e empresas financeiras, vão para o governo, enriquecem nesse trajeto, não pagam impostos, escrevem pareceres milionários para governos estrangeiros induzindo a adotarem políticas que favoreçam o sistema financeiro internacional. Quebram aplicadores e fundos de pensão incentivando a investirem em papéis, que já sabiam, com antecedência, micados. E quando são demitidos das instituições financeiras partem com indenizações milionárias. Acertadamente este filme ganhou o Oscar de melhor documentário de 2011.
Na outra ponta da história está o filme "Biutiful" do Mexicano Alezandro Gonzalez Iñarritu, rodado em Barcelona e narra a vida dos fodidos, das vitimas do sistema financeiro internacional: africanos e chineses que vão para a Espanha para escapar da fome e do desemprego e se submetem a condições de vida sub-humanas. O trabalho do ator Javier Bardem rendeu o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes de 2010.
São filmes para ninguém botar defeito e desconstroem as perversidades do mundo em que estamos vivendo.
Em discurso recente em Wisconsin, solidário aos trabalhadores que lutam contra novas gatunagens, o colega estadunidense Michael Moore declarou:
"Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos.
Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revistaFortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer".
E arrematou com maestria e indignação:
"...Falei com o meu coração, sobre os milhões de nossos compatriotas americanos que tiveram suas casas e empregos roubados por uma classe criminosa de milionários e bilionários. Foi na manhã seguinte ao Oscar, na qual o vencedor de melhor documentário por "Inside Job" estava ao microfone e declarou: "Devo começar por salientar que, três anos depois de nossa terrível crise financeira causada por fraude financeira, nem mesmo um único executivo financeiro foi para a cadeia. E isso é errado. "E ele foi aplaudido por dizer isso. (Quando eles pararam de vaiar discursos de Oscar? Droga!)"
Esse ano celebramos os dez anos da morte do professor Milton Santos. Quem quiser ler "Por uma Outra Globalização" do Professor Milton Santos encontrará um diagnóstico perfeito do processo de globalização que gestou as mazelas descritas em "Inside Job" e "Biutiful". Quem quiser reencontrá-lo em "Encontro Com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá", estará celebrando a vida e o pensamento de um dos maiores pensadores do Século 20, capaz de ter antecipado muito do que estamos vivendo hoje. Sempre com seu sorriso nos lábios e o olhar que revelavam sua clarividência desde o primeiro momento em que começava a se manifestar.
Silvio Tendler é cineasta, diretor de Os anos JK, Jango Utopia & barbárie, entre outros documentários.
Crônica originalmente publicada na edição 420 do Brasil de Fato.






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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Jose e Pilar

Esta noite ganhei um presente.
O mais curioso é que seu autor jamais saberá que me o deu. Trata-se de Miguel Gonçalves Mendes, diretor do Filme Jose e Pilar.
Eu, que sou fã de tudo que Jose Saramago fez e disse fiquei
encantado com essas duas horas de vivência íntima com ele e sua mulher.
Não sei bem explicar racionalmente porque gosto tanto de sua obra. Só sei que quando leio/lia um livro seu sentia o que é poesia e arte. As palavras são postas por Saramago de uma maneira muito questionadora e ao mesmo tempo lírica. 
E assim é também a película.
O mote é o amor na velhice, mas , no fundo, se traz as questões básicas do sentido da vida e de como levamos a vida.
Ainda que tenha sido belo o final, depois de tanta dedicação Miguel poderia ter preservado o autor de dizer a Pilar o que ele não disse no sentido que a edição nos faz crer. Afinal, ele era um ateu confesso.




DEPOIMENTOS SOBRE O FILME

Tropa de Elite 2

Aproveite e leia a crítica do 
filme Jose e Pilar (clique aqui)


Superação. É a palavra que encontro para ter assistido no cinema ao filme Tropa de Elite 2.


Isso porque demorei, e muito, para ver o primeiro, pois só a temática do filme e o que via de críticas já me incomodava. O pior é que quando o vi, detestei-o.


Por isso, tive de me superar para assistir ao segundo. O que me levou a sala do cinema foi
que ao assistir ao trailer percebi que claramente o Jose Padilha, diretor do filme, buscava se retratar de uma visão que incentivava  a violência e, principalmente, a violência policial do primeiro filme.


Mas a continuação já começa da pior maneira possível: ainda narrada pelo capitão/coronel nascimento ele já explicita: o que você verá "parceiro" é a minha visão fascista e sanguinária de como deve se resolver o problema da segurança pública.


A história se desenrola e o protagonista vai descobrindo que ele é mais um fantoche do "sistema feito para eleger e reeleger sempre a mesma classe política". Aqui vale lembrar e fazer a relação direta com os ataques do PCC à cidade de São Paulo no ano de 2006, ano que elegeu Jose Serra governador de São Paulo.


De volta ao Tropa de Elite, Nascimento então começa a se transformar de bandido fardado a vítima herói. Só que não um herói qualquer, mas um novo Macunaíma, um herói sem caráter.


E aí o diretor deveria saber que suas obras ficarão no panteão das obras primas dos direitistas demo/psdbistas e ele está gostando disso ou ele deveria ir se especializar em dramaturgia e semiótica porque transformando em vítima um Nascimento, o viés da crítica, o que fica forte é o terror, a violência e a repressão como forma de controle social. 


Não tenha dúvida: o espectador sai da sala do cinema pensando que o "inimigo agora é outro", mas como esse inimigo não tem cara, só nos resta esperar que outros Nascimentos (com sua personalidade pitbull) façam parte das polícias brasileiras para nos salvar.



Aproveite e leia a crítica do 
filme Jose e Pilar (clique aqui)