Din Dón
Toca a campanhia
Zuuummm
Adentra por entre os mínimos espaços.
Catapulta!
Cai, sobe, geme e grita.
Potoc, potoc.
Vêem em minha direção
Potoc, potoc, potoc
Cada vez mais perto
Em número ainda maior.
Paro!
Respiro!
DRRRRUM
Invadiu a sala
Rápido, sem direção
Entre nós tudo está
Intensamente gélido.
Tomou-me de súbito.
Outros avançam
Sou só.
Homem pacato
Uiva internamente
Mas por fora
Atento à tudo
Nada o abala
Outros avançam
Sou só.
SIM!
Sempre a liberdade.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Erundina: mandato
Ser cidadão é uma tarefa difícil, mas necessária.
Uma de suas funções é acompanhar o poder público e, em especial, os deputados e senadores que você ajudou a eleger.
Como aqui eu fiz campanha para a Luiza Erundina, republico um resumo do seu atual mandato para quem, assim como eu, deu seu voto a ela.
Uma de suas funções é acompanhar o poder público e, em especial, os deputados e senadores que você ajudou a eleger.
Como aqui eu fiz campanha para a Luiza Erundina, republico um resumo do seu atual mandato para quem, assim como eu, deu seu voto a ela.
A atuação da Deputada Federal Luiza Erundina no atual mandato
No atual mandato, a deputada Luiza Erundina participa de três Frentes Parlamentares, a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular, apelidada de#Frentecom, onde, busca-se debater em conjunto com a sociedade um novo Marco Regulatório da Comunicação, a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, que, entre seus objetivos, estão o aumento do número de mulheres candidatas nos quadros dos partidos políticos e o seu conseqüente aumento da participação nas esferas de poder, além de prever alterações no atual sistema eleitoral.
A mais nova adesão está na recém lançada Frente Parlamentar em defesa do voto Aberto, criada com apretensão de pressionar a Presidência da Câmara a incluir na pauta da Casa, a proposta de emenda à constituição (PEC 349/01) que institui o voto aberto no plenário. A PEC está parada na Câmara desde setembro de 2006, quando foi aprovada em primeiro turno.
Luiza Erundina esteve presente em diversos estados do país instalando a Frente Parlamentar pela Reforma Política nas conferências estaduais promovidas para discutir o tema. Na Câmara, atua sempre de forma significativa nas comissões em que faz parte. Na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), requereu uma audiência pública, em conjunto com outras comissões, para debater a Lei 84/1999, que tipifica os crimes na internet, com entidades e a sociedade civil. A deputada é suplente na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), cujas ações debateram o projeto de lei da Comissão da Verdade (PL 3736/2010) - criada com o intuito de elucidar os crimes cometidos no período da ditadura militar - apresentado pelo Governo e recém aprovado na Câmara, com ressalvas da própria em alguns pontos como, o longo período compreendido (1946-1988), o curto prazo de vida da comissão (2 anos) e em relação ao número de membros (apenas 7 membros).
Luiza Erundina, ainda é titular da Comissão de Legislação Participativa (CLP) - que neste ano completou 10 anos de existência - participou ativamente da sua criação, destinada a ser um canal por onde a sociedade organizada possa apresentar seus projetos de leis - foi a sua primeira presidente. É membro titular da Comissão Especial de Reforma Política, onde recebe as propostas elaboradas pela Frente Parlamentar, com pontos que merecem destaque no que se refere à discussão de uma nova proposta política e eleitoral para o Brasil.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Aí sim, uma novela.
Impossível não escrever nada depois de ver o final da novela Cordel Encantado.
Raras vezes eu vi uma produção tão bem acabada, inteligente e ousada como essa, na televisão brasileira.
É "chover no molhado" dizer da qualidade visual, dos figurinos impecáveis e cenários idem.
Então, pra não dizer o que todo mundo já disse vou tratar de dois assuntos importantes do meu ponto de vista.
1. Direitos Humanos
2. Referências culturais/históricas
A relação com os direitos humanos nessa novela foi pouco salientada por críticos e fãs, mas ela veio de uma maneira muito forte e presente para, de alguma maneira, mexer com o ideário de muita gente. No conflito tipo folhetinesco onde ora o vilão se dá bem, ora mal, chamou-me a atenção os momentos onde o vilão mor, Timóteo Cabral (Tiago Gagliasso) era capturado pelos mocinhos.
Depois de tantas maldades, crimes e atitudes pouco louváveis do vilão, cada vez que ele era capturado eu, como provavelmente a maioria da população que viu a telenovela, queria vê-lo sofrendo, quiçá sendo executado. No entanto, com exceção dos cangaceiros, cuja lei e a ordem é louvavelmente baseada na violência a quem é violento, nada acontecia com ele, pois a nobreza (aqui numa liberdade poética, pois os nobres na história sempre foram os mais sanguinários) e o povo de Brogodó intercediam a favor do vilão, pois como ser-humano deveria, ainda que prisioneiro, ser tratado com dignidade.
Em outro momento, quando estava para morrer, sua irmã, que outrora sofreu muito com os seus atos, quer saber como ele está, sente-se apiedada e, quando este morre, chora a perda de um irmão.
Ainda que todos estes atos de caridade estivessem calcados, reforçados e explícitos na doutrina cristã destes personagens, é louvável que as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes tenham provocado os telespectadores em tempos onde, pelo menos no Brasil, o "olho por olho, dente por dente" esteja cada vez mais em voga.
Claro que, melhor ainda, seria se o vilão, tocado por estes atos, sofresse paulatina transformação causada pela insistência das pessoas em transformá-lo, mas aí deixaria de ser novela, onde o vilão tem que durar até o final.
Já com relação às referências, para mim, a grande sacada desta novela foi aproveitar-se do que de bom já se produziu na história da humanidade. A literatura de cordel, o tropicalismo que elas mesmo citam na última cena, mas também as histórias de cavalaria que compõem a cultura nordestina tradicional, a história de Antonio Conselheiro na figura do beato Miguezinho (Matheus Nachtergaele), a humanização e heroização do cangaço, sempre visto nas escolas como bandidos sanguinários quando, na verdade, era uma reação a exploração e violência coronelista do sertão e, por fim, a linda referência ao clássico Romeu e Julieta, de Shakespeare, quando Aurora/Açucena (Bianca Bin) toma o veneno que a despertará horas depois e Jesuíno (Cauã Reymond) a encontra "morta", se desespera, arma-se o funeral (lindamente, aliás) e, sozinho na "cripta" resolve despedir-se de sua julieta com um beijo, no exato momento em que ela desperta.
Com tantas qualidades, Cordel Encantado é daquelas coisas que daqui a 15, 20 anos as pessoas vão falar: "lembra daquela novela...."
Raras vezes eu vi uma produção tão bem acabada, inteligente e ousada como essa, na televisão brasileira.
É "chover no molhado" dizer da qualidade visual, dos figurinos impecáveis e cenários idem.
Então, pra não dizer o que todo mundo já disse vou tratar de dois assuntos importantes do meu ponto de vista.
1. Direitos Humanos
2. Referências culturais/históricas
A relação com os direitos humanos nessa novela foi pouco salientada por críticos e fãs, mas ela veio de uma maneira muito forte e presente para, de alguma maneira, mexer com o ideário de muita gente. No conflito tipo folhetinesco onde ora o vilão se dá bem, ora mal, chamou-me a atenção os momentos onde o vilão mor, Timóteo Cabral (Tiago Gagliasso) era capturado pelos mocinhos.
Depois de tantas maldades, crimes e atitudes pouco louváveis do vilão, cada vez que ele era capturado eu, como provavelmente a maioria da população que viu a telenovela, queria vê-lo sofrendo, quiçá sendo executado. No entanto, com exceção dos cangaceiros, cuja lei e a ordem é louvavelmente baseada na violência a quem é violento, nada acontecia com ele, pois a nobreza (aqui numa liberdade poética, pois os nobres na história sempre foram os mais sanguinários) e o povo de Brogodó intercediam a favor do vilão, pois como ser-humano deveria, ainda que prisioneiro, ser tratado com dignidade.
Em outro momento, quando estava para morrer, sua irmã, que outrora sofreu muito com os seus atos, quer saber como ele está, sente-se apiedada e, quando este morre, chora a perda de um irmão.
Claro que, melhor ainda, seria se o vilão, tocado por estes atos, sofresse paulatina transformação causada pela insistência das pessoas em transformá-lo, mas aí deixaria de ser novela, onde o vilão tem que durar até o final.
Já com relação às referências, para mim, a grande sacada desta novela foi aproveitar-se do que de bom já se produziu na história da humanidade. A literatura de cordel, o tropicalismo que elas mesmo citam na última cena, mas também as histórias de cavalaria que compõem a cultura nordestina tradicional, a história de Antonio Conselheiro na figura do beato Miguezinho (Matheus Nachtergaele), a humanização e heroização do cangaço, sempre visto nas escolas como bandidos sanguinários quando, na verdade, era uma reação a exploração e violência coronelista do sertão e, por fim, a linda referência ao clássico Romeu e Julieta, de Shakespeare, quando Aurora/Açucena (Bianca Bin) toma o veneno que a despertará horas depois e Jesuíno (Cauã Reymond) a encontra "morta", se desespera, arma-se o funeral (lindamente, aliás) e, sozinho na "cripta" resolve despedir-se de sua julieta com um beijo, no exato momento em que ela desperta.
Com tantas qualidades, Cordel Encantado é daquelas coisas que daqui a 15, 20 anos as pessoas vão falar: "lembra daquela novela...."
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Língua, não dialeto.
É muito comum os povos ocidentais banalizarem as linguas de origem africana ou indígena, chamando-as de dialeto.
Porque dialeto é algo inacabado, imperfeito, deficiente, bla, bla, bla.
O crioulo falado na Guiné-Bissau não é um dialeto, mas uma LÍNGUA! (ver COUTO, Hildo Honório. . O Português e o crioulo na GuinéBissau in: Português em contato.CARVALHO, Ana M (org)) Uma língua que mistura a língua das etnias que compõe a Guiné.
Segundo eles:
"kriol i lingu di ningin" (crioulo não é língua de ninguém) por isso, "lingu ku tudu gentis ta papia na Guine" (lingua que todo mundo fala na Guiné).
Ela define uma identidade imposta pelo colonizador, que determinou as fronteiras
aleatoriamente e estimulou a rivalidade entre as etnias como forma de dividí-los.
Entender esse processo histórico e seu significado é respeitar a história desse povo, que sabe sua língua e que entende que aprender o português ( a língua oficial do estado) também é importante para dialogar com o mundo.
Todos os dias a gente fala aqui:
Bon dia. Kuma ki bu mansi?
N´mansi ben.
Bom dia, como despertaste?
Despertei bem.
Porque dialeto é algo inacabado, imperfeito, deficiente, bla, bla, bla.
O crioulo falado na Guiné-Bissau não é um dialeto, mas uma LÍNGUA! (ver COUTO, Hildo Honório. . O Português e o crioulo na GuinéBissau in: Português em contato.CARVALHO, Ana M (org)) Uma língua que mistura a língua das etnias que compõe a Guiné.
Segundo eles:
"kriol i lingu di ningin" (crioulo não é língua de ninguém) por isso, "lingu ku tudu gentis ta papia na Guine" (lingua que todo mundo fala na Guiné).
Ela define uma identidade imposta pelo colonizador, que determinou as fronteiras
aleatoriamente e estimulou a rivalidade entre as etnias como forma de dividí-los.
Entender esse processo histórico e seu significado é respeitar a história desse povo, que sabe sua língua e que entende que aprender o português ( a língua oficial do estado) também é importante para dialogar com o mundo.
Todos os dias a gente fala aqui:
Bon dia. Kuma ki bu mansi?
N´mansi ben.
Bom dia, como despertaste?
Despertei bem.
Escritor bissau-guineense lança "Palavras Suspensas" em Brasília
Brasília - "Palavras suspensas", coletânea de poesia do escritor bissau-guineense Francisco Conduto de Pina, editado pela Thesaurus, foi lançado nesta quinta-feira (22) durante evento na Embaixada de Portugal, na capital federal.
A apresentação do livro do escritor e parlamentar guineense, que se estreeou em 1978 com "Grandessa di Nô Tchan" (Grandeza da nossa terra, em tradução livre), no Instituto Camões, foi acompanhada de um recital do pianista Adriano Jordão, que executou a "Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro", de autoria do compositor Louis Moreau Gottschalk.
De acordo com nota dos organizadores do evento, esta foi a primeira vez que um escritor bissau guineense lança um livro em Brasília.
A apresentação do livro do escritor e parlamentar guineense, que se estreeou em 1978 com "Grandessa di Nô Tchan" (Grandeza da nossa terra, em tradução livre), no Instituto Camões, foi acompanhada de um recital do pianista Adriano Jordão, que executou a "Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro", de autoria do compositor Louis Moreau Gottschalk.
De acordo com nota dos organizadores do evento, esta foi a primeira vez que um escritor bissau guineense lança um livro em Brasília.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Obrigado, presidenta!
Carai. Ela falou da Guiné-Bissau, matou a pau na questão Palestina e ainda elevou a questão de gênero, ainda tão séria no mundo.
Tenho muito orgulho de servir a esse governo.
Tenho muito orgulho de servir a esse governo.
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