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"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."
Não é à toa que o poeta Vinicius de Moares declarou essa. Afinal, o que mais faz sentido na vida que não o encontro? Encontrar aquele que te completa, aquele que te ouve, que fala com você, que quer saber como está, onde anda o que deseja.
O encontro entre diferentes, mas que dialogam. Mas também entre iguais que se acrescentam.
No entanto, a vida está cheia de desencontros.
De pessoas que fazem pouco caso de você, que parecem estar ao seu lado, mas não estão.
Os desencontros causados pela inveja, a má comunicação, o desentendimento, o desrespeito.
São tantos os desencontros dessa vida que fica a dúvida:
o que fazer?
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domingo, 24 de junho de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A perda do mundo real.
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Uma vez divaguei aqui sobre Amizades (clique aqui para ver).
Retomando a ideia de que para se manter uma amizade verdadeira é preciso muito esforço, tenho avançado nessas questões porque tenho tido a sensação de que isso tem se tornado uma utopia, cada vez mais difícil de se concretizar no mundo do séc XXI.
Eu, que sou um internauta dos mais assíduos, não consigo aceitar que para muitos o encontro virtual basta. A vida, que pulsa a partir do encontro, tem deixado de pulsar graças as tecnologias.
Tecnologias que exigem que as pessoas trabalhem cada vez mais horas para adquirí-las.
E que, por consequencia, dêem cada vez menos atenção à vida real.
Quando aqui e alí, pessoas debatem sobre os malefícios dela, são tachados de retrógrados ou antiquados. Eu não quero dizer que estou contra a tecnologia, mas o problema é o uso que a humanidade tem feito dela.
Cito aqui um caso pessoal apenas para exemplificar o pensamento.
Quando escrevi a divagação linkada acima, estava num outro continente, isolado de todas as pessoas mais próximas e cotidianas. E, curiosamente, essas pessoas davam mostras efusivas de sentir falta da minha presença, e, admito, a recíproca era verdadeira. Então, 4 meses depois volto à terra natal. E eis que quase nenhuma destas pessoas deu 1 ou 2h da sua vida para sentar e saber como foram as coisas, como eu estou nesse momento e quais os planos futuros. Somado todo o período, já são 7 meses de diferença.
Não, essa não é uma postagem para reclamar de ninguém e nem cobrar nada. Mas é desse fato que vem a reflexão, e não tem como não citá-lo.
Voltando então a ela, pergunto:
- Quais os desejos reais das pessoas?
- Que valores hoje são seguidos e difundidos?
- O que restará de uma humanidade cada vez mais isolada em seu mundo virtual?
Mais pra frente voltarei ao tema para fazer uma conexão entre o estudo do livro "Cidade de Muros" de Tereza Caldeira e o isolamento e a solidão gerados pela perda dos vínculos de amizade.
Uma vez divaguei aqui sobre Amizades (clique aqui para ver).
Retomando a ideia de que para se manter uma amizade verdadeira é preciso muito esforço, tenho avançado nessas questões porque tenho tido a sensação de que isso tem se tornado uma utopia, cada vez mais difícil de se concretizar no mundo do séc XXI.
Eu, que sou um internauta dos mais assíduos, não consigo aceitar que para muitos o encontro virtual basta. A vida, que pulsa a partir do encontro, tem deixado de pulsar graças as tecnologias.
Tecnologias que exigem que as pessoas trabalhem cada vez mais horas para adquirí-las.
E que, por consequencia, dêem cada vez menos atenção à vida real.
Quando aqui e alí, pessoas debatem sobre os malefícios dela, são tachados de retrógrados ou antiquados. Eu não quero dizer que estou contra a tecnologia, mas o problema é o uso que a humanidade tem feito dela.
Cito aqui um caso pessoal apenas para exemplificar o pensamento.
Quando escrevi a divagação linkada acima, estava num outro continente, isolado de todas as pessoas mais próximas e cotidianas. E, curiosamente, essas pessoas davam mostras efusivas de sentir falta da minha presença, e, admito, a recíproca era verdadeira. Então, 4 meses depois volto à terra natal. E eis que quase nenhuma destas pessoas deu 1 ou 2h da sua vida para sentar e saber como foram as coisas, como eu estou nesse momento e quais os planos futuros. Somado todo o período, já são 7 meses de diferença.
Não, essa não é uma postagem para reclamar de ninguém e nem cobrar nada. Mas é desse fato que vem a reflexão, e não tem como não citá-lo.
Voltando então a ela, pergunto:
- Quais os desejos reais das pessoas?
- Que valores hoje são seguidos e difundidos?
- O que restará de uma humanidade cada vez mais isolada em seu mundo virtual?
Mais pra frente voltarei ao tema para fazer uma conexão entre o estudo do livro "Cidade de Muros" de Tereza Caldeira e o isolamento e a solidão gerados pela perda dos vínculos de amizade.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Pessoas que desapegam.
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Hoje admiro ainda mais as pessoas desapegadas.
O lugar onde nascemos, ou, melhor ainda, onde crescemos é cheio de vínculos afetivos. Além disso, são lugares onde nos sentimos seguros: sabemos por onde andar, o que encontrar, quando sair e o que fazer.
Esses vínculos e essa segurança dão uma sensação de bem-estar e de acolhimento, pois em qualquer eventualidade você tem a quem recorrer.
Pois, não são poucos os que abandonam tudo isso por uma aventura, ou, mais comum, para ganhar dinheiro. Acompanho o futebol desde adolescente e tenho pensado bastante sobre a vida de um jogador profissional. A cada ano ele mora numa cidade, o que significa que, em primeiro lugar, ele tem que sempre recomeçar. Além disso ele é "obrigado" a adaptar-se a novas culturas, climas e jeito de viver que nem sempre são dos mais agradáveis.
Pra quem correr na Ucrania se você acorda num daqueles dias não muito bons? O que fazer em Abhu-dabi se você come algo que não lhe faz bem? No seus dias de folga, para onde ir em Brazzaville?
Diante disso tudo, eu acho muito justo que eles ganhem as fortunas que ganham. É a única motivação para enfrentar tudo isso. Ninguém vai pra esses lugares pra ganhar R$ 5 mil!
Estou falando de jogadores, mas isso serve pra outros profissionais, é claro.
E quando penso nisso tudo eu admiro muito as pessoas desapegadas, pois eu sei que tem muita gente que faz essas coisas sem ganhar as fortunas dos jogadores de futebol. É que as pessoas são diferentes e reagem diferentes às situações e seria muito infantil da minha parte querer que todos pensem como eu e ajam como eu.
Eu consigo entendê-los e, por isso mesmo, admirá-los!
Hoje admiro ainda mais as pessoas desapegadas.
O lugar onde nascemos, ou, melhor ainda, onde crescemos é cheio de vínculos afetivos. Além disso, são lugares onde nos sentimos seguros: sabemos por onde andar, o que encontrar, quando sair e o que fazer.
Esses vínculos e essa segurança dão uma sensação de bem-estar e de acolhimento, pois em qualquer eventualidade você tem a quem recorrer.
Pois, não são poucos os que abandonam tudo isso por uma aventura, ou, mais comum, para ganhar dinheiro. Acompanho o futebol desde adolescente e tenho pensado bastante sobre a vida de um jogador profissional. A cada ano ele mora numa cidade, o que significa que, em primeiro lugar, ele tem que sempre recomeçar. Além disso ele é "obrigado" a adaptar-se a novas culturas, climas e jeito de viver que nem sempre são dos mais agradáveis.
Pra quem correr na Ucrania se você acorda num daqueles dias não muito bons? O que fazer em Abhu-dabi se você come algo que não lhe faz bem? No seus dias de folga, para onde ir em Brazzaville?
Diante disso tudo, eu acho muito justo que eles ganhem as fortunas que ganham. É a única motivação para enfrentar tudo isso. Ninguém vai pra esses lugares pra ganhar R$ 5 mil!
Estou falando de jogadores, mas isso serve pra outros profissionais, é claro.
E quando penso nisso tudo eu admiro muito as pessoas desapegadas, pois eu sei que tem muita gente que faz essas coisas sem ganhar as fortunas dos jogadores de futebol. É que as pessoas são diferentes e reagem diferentes às situações e seria muito infantil da minha parte querer que todos pensem como eu e ajam como eu.
Eu consigo entendê-los e, por isso mesmo, admirá-los!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Palavras que me encantam.
(clique no título acima para ver a postagem completa)
Rebelde, revoltado e radical. Ah, como é bom ser chamado por uma destas três belas palavras.
Afinal, elas sugerem uma não aceitação passiva de qualquer coisa.
Vejamos:
o radical é aquele que leva a fundo seus ideais e princípios. Normalmente as pessoas se dizem isso ou aquilo, mas na hora do "vamos ver" ou do "pega pra capar" abrem facilmente mão deles em troca de benefícios pessoais ou interesses escusos.
São os radicais, em geral, os que se rebelam contra a ordem estabelecida. Porque qualquer ordem estabelecida é burra! Ela não aceita mudanças e não se adapta as necessidades de grupos ou sociedades. Graças aos rebeldes que muita coisa melhorou no mundo. Alguns tiveram a sorte de estarem rebeldes na hora e no lugar certo e, com isso, fizeram revoluções.
Revoluções geradas pela revolta contra a injustiça social, a pobreza, a miséria, o desemprego, etc...
Ah, como é bom ser chamado de revoltado, rebelde ou radical!
Rebelde, revoltado e radical. Ah, como é bom ser chamado por uma destas três belas palavras.
Afinal, elas sugerem uma não aceitação passiva de qualquer coisa.
Vejamos:
o radical é aquele que leva a fundo seus ideais e princípios. Normalmente as pessoas se dizem isso ou aquilo, mas na hora do "vamos ver" ou do "pega pra capar" abrem facilmente mão deles em troca de benefícios pessoais ou interesses escusos.
São os radicais, em geral, os que se rebelam contra a ordem estabelecida. Porque qualquer ordem estabelecida é burra! Ela não aceita mudanças e não se adapta as necessidades de grupos ou sociedades. Graças aos rebeldes que muita coisa melhorou no mundo. Alguns tiveram a sorte de estarem rebeldes na hora e no lugar certo e, com isso, fizeram revoluções.
Revoluções geradas pela revolta contra a injustiça social, a pobreza, a miséria, o desemprego, etc...
Ah, como é bom ser chamado de revoltado, rebelde ou radical!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Não ao tecnicismo!
Curso técnico é uma boa maneira que o mundo capitalista encontrou de produzir mão-de-obra rápida e que "goste de fazer" sem ter que pensar!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A amizade continua sempre que quiseres.
Essa postagem começa clicando aqui...
... O que tenho visto é que a distância não rompe os laços de amizade quando eles são fortes e sinceros. E digo isso sem medo de ser piegas.
Na verdade, o tempo só filtra quem realmente foi importante ou não. Mas isso não quer dizer que a amizade por si só se manterá viva.
É preciso um esforço enorme em mantê-la cotidiana, ainda que o cotidiano nos tenha afastado.
E é nesse ponto que muitas amizades se perdem, pois não é um trabalho fácil rearranjar sua vida para incluir nela de volta aquelas pessoas tão boas que um dia você já conviveu.
Numa época que o virtual é tão forte e o apelo ao trabalho incessante tão intenso, organizar a vida pra fazer dela momentos de prazer e felicidade constantes é complexo.
Tenho um prazer enorme em saber que 2011 foi um ano de retomada de muitas dessas amizades.
Fe, Iva, Clau, Su, Ju voltaram com força total ao meu dia-a-dia. Outros continuam sempre presentes, mesmo com minha mudança de endereço e trabalho, como Mag,Pati, Deia, Li, Line, Gu, Juli entre outros tantos que não vou poder citar todos, que continuam fazendo parte cotidianamente da minha história.
E você, tem batalhado pra manter ao seu lado quem realmente importa?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
A amizade sobrevive à distância?
Já escrevi aqui algo próximo a esse tema, mas como à pouco conversava sobre isso com uma amiga resolvi desenvolver novamente o tema.
Tenho 33 anos e já vivi bastante coisa. Especialmente porque não sou uma pessoa acomodada ou que gosta de um cotidiano entendiante.
E nessas andanças de diversos empregos, projetos, faculdades, escolas, cidades e países conheci muita, mas muita gente interessante e que, cada um a seu tempo, teve suas pessoas especiais onde laços fortes de amizade foram criados.
Pois bem. Os laços que criamos são circunstâncias que a vida nos traz. Conhecemos uma pessoa na faculdade e durante 4 ou 5 anos convivemos todos os dias com ela. Ou entramos num projeto que dura 6 meses, mas onde você fica tão imerso nele que foi como se durasse o tempo do outro.
Mas, de repente, a circunstância encerra seu ciclo: você se forma, o projeto acaba etc...
Com isso vem a distância porque, afinal, a vida não para e você vai criar novos laços em outros lugares.
Essa distância rompe os laços de amizade que pareciam tão sólidos? Terão sido superficiais os encontros da vida?
A vida, aliás, é de fato efêmera?
clique aqui para continuar
Tenho 33 anos e já vivi bastante coisa. Especialmente porque não sou uma pessoa acomodada ou que gosta de um cotidiano entendiante.
E nessas andanças de diversos empregos, projetos, faculdades, escolas, cidades e países conheci muita, mas muita gente interessante e que, cada um a seu tempo, teve suas pessoas especiais onde laços fortes de amizade foram criados.
Pois bem. Os laços que criamos são circunstâncias que a vida nos traz. Conhecemos uma pessoa na faculdade e durante 4 ou 5 anos convivemos todos os dias com ela. Ou entramos num projeto que dura 6 meses, mas onde você fica tão imerso nele que foi como se durasse o tempo do outro.
Mas, de repente, a circunstância encerra seu ciclo: você se forma, o projeto acaba etc...
Com isso vem a distância porque, afinal, a vida não para e você vai criar novos laços em outros lugares.
Essa distância rompe os laços de amizade que pareciam tão sólidos? Terão sido superficiais os encontros da vida?
A vida, aliás, é de fato efêmera?
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Esforço inútil.
"Tem dias que a gente se sente,
como quem partiu ou morreu.
A gente estancou de repente,
ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa,
No nosso destino mandar.
Mas eis que chega a roda viva,
e carrega o destino pra lá."
A gente cansa, a gente dança,
o que será de nós quando o estômago rói,
contorce, retorce e arde?
Olhando pro horizonte, tão belo e amplo,
estamos a todo instante nos colocando
em dúvida sobre sentimentos, dores e amores.
Vai
e vem.
Os quarenta graus fritam o nosso pensamento
e o nosso sentimento cozinha.
Mas não em banho maria,
em forno ardente, uma estufa de idéias,
que brotam e logo após murcham.
Vem,
vai,
Fui!
como quem partiu ou morreu.
A gente estancou de repente,
ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa,
No nosso destino mandar.
Mas eis que chega a roda viva,
e carrega o destino pra lá."
A gente cansa, a gente dança,
o que será de nós quando o estômago rói,
contorce, retorce e arde?
Olhando pro horizonte, tão belo e amplo,
estamos a todo instante nos colocando
em dúvida sobre sentimentos, dores e amores.
Vai
e vem.
Os quarenta graus fritam o nosso pensamento
e o nosso sentimento cozinha.
Mas não em banho maria,
em forno ardente, uma estufa de idéias,
que brotam e logo após murcham.
Vem,
vai,
Fui!
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