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domingo, 18 de março de 2012

Praia de paulistano - hidroanel

(clique no título acima para ver a postagem completa)

Leia a coluna de Jose Luiz Portella. A ideia é muito boa. Só precisa de vontade política. Teria um governo tucano essa vontade?


Entre tantos problemas, surge uma ótima ideia: o Hidroanel Metropolitano. Um projeto estruturante fantástico. Com vários benefícios.
É um conjunto de vias navegáveis formado pelos rios Pinheiros e Tietê, pelas represas Billings e Taiaçupeba, mais um canal e um túnel que fazem a ligação entre essas duas represas. Aproximadamente 170 km de hidrovias inseridos na região metropolitana, boa parte dentro de nossa cidade, sob a responsabilidade do Departamento Hidroviário.
O estudo de viabilidade técnica foi apresentado em seminário aberto na FAU-USP, esta semana.

O hidroanel deve transportar cargas que se movimentam hoje na cidade por caminhões. A estimativa é que, completo, possa reduzir até 30% das 400.000 viagens/dia feitas por eles. Número muito significativo. É uma das melhores opções para a retirada definitiva de caminhões do sistema viário.
Restrições a caminhões funcionam, de forma temporária, no horário de pico, perdendo a eficácia entre 12 e 18 meses. Além de aumentarem o trânsito, por conta da concentração no período fora dos horários proibidos.
A princípio, o hidroanel poderá transportar lixo urbano, sedimentos, lodo das estações de tratamento de esgoto, cimento, entulho da construção civil e hortifruti. Além de cargas especiais a serem definidas.
Só a construção civil movimenta 110 milhões de toneladas/ano, cerca de 26.000 viagens/dia. Pode ter portos onde se juntarão hidroanel, rodoanel e ferroanel, inéditas plataformas logísticas trimodais. Nelas e em outros ecopontos, o lixo será triado, processado, reciclado e biodigerido.
Como em Paris, nos portos junto ao Sena. Além do alívio ao trânsito, por si só importante, da integração do esquecido modal hidroviário, praticamente esquecido, do tratamento do lixo, traz benefícios significativos na questão climática.
Do total de emissões em São Paulo, 55% vêm do transporte. O modal hidroviário emite, no mínimo, dez vezes menos que o rodoviário, que impera soberano. Haverá redução de monta.
O projeto, obviamente, tem total sinergia com a despoluição dos rios Tietê, em curso, e Pinheiros. Acelera o processo. Claro que um projeto estruturante desse porte não pode ser implantado de uma só vez. Tem que ser por trechos.



O próximo passo já está pronto. A construção da eclusa da Penha que nos dará mais 14 km de navegação no Tietê. Que se somarão aos 41 km já existentes. Além de um belo tratamento arquitetônico que criará um disco suspenso sobre as águas. Uma linda imagem de entrada e saída de São Paulo.
O projeto de viabilidade foi desenvolvido por empresa privada. O grupo Metrópole Fluvial da FAU foi contratado para dar o devido tratamento urbanístico. Haverá parques, árvores e margens muito bonitas.
Projetos como esse mudam a cidade em todos os sentidos. Inclusive estético. São Paulo praticamente o desconhece. Precisa conhecê-lo e lutar por ele. Em qualquer época, em qualquer governo.
Sua implantação criará uma cidade que os paulistanos merecem: mais bonita, mais humana, com menos trânsito.
Um exemplo fantástico de conceito de uso múltiplo das águas. De respeito e valorização do meio ambiente. Para sair do discurso e entrar no currículo da nossa cidade.


fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joseluizportella/1062096-praia-de-paulistano---hidroanel.shtml




 
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Transporte, um direito social

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A locomoção nas cidades, especialmente nos grandes centros urbanos, é um enorme problema para a população em geral, mas sobretudo para os trabalhadores que dependem do transporte coletivo para deslocar-se de casa para o trabalho.
Representa também um grande desafio para os gestores públicos que devem responder com uma política de transporte capaz de atender aos vários aspectos da questão, como as grandes distâncias a serem percorridas; o trânsito caótico em ruas e avenidas onde automóveis e coletivos disputam freneticamente o espaço exíguo para um tráfego intenso; e o elevado custo do serviço.
Medidas pontuais têm sido adotadas, mas que se revelam ineficazes para resolver um problema estrutural das regiões metropolitanas. Pouco adiantam faixas exclusivas para ônibus ou rodízio de carros distribuído nos dias da semana se a frota cresce, estimulado, inclusive, por essa medida que leva parte dos usuários a adquirir mais um veículo com outra placa.
É preciso considerarmos ainda o problema tarifário e a qualidade do serviço. O preço da passagem é muito alto para um grande número de usuários obrigados a fazer parte do percurso a pé para diminuir o número de viagens e, consequentemente, as suas despesas. É verdade que parte dos custos do serviço é subsidiado pelas prefeituras com recursos do orçamento municipal, o que também acaba onerando o usuário do serviço, pois ele também paga imposto.
Quando administramos a cidade de São Paulo, e considerando injusto que um serviço essencial para o funcionamento da cidade como o transporte coletivo fosse bancado exclusivamente pelo usuário e pelo poder público, tentamos implantar uma política tarifária que distribuísse os custos do sistema pela sociedade como um todo, através de um mecanismo denominado "Tarifa Zero".
A proposta era que o transporte coletivo fosse pago por meio de impostos e taxas municipais, a exemplo dos serviços de saúde, educação, coleta e destino do lixo etc., e que constituiriam um Fundo Municipal de Transporte.
A ideia provocou a ira de setores da sociedade, movidos por uma campanha de mídia contra a proposta, usando argumentos preconceituosos, como: "os ônibus vão estar lotados de bêbados e de desocupados", ou ainda, "se for de graça, haverá vandalismo e os ônibus serão depredados".
Tais argumentos, além de falaciosos, demonstram o descompromisso daquela parte da sociedade com o interesse da cidade como espaço comum de vivência e de construção coletiva de cidadania.
A Câmara de vereadores, por sua vez, engrossou o coro dos profetas do caos e rejeitou a proposta, negando os recursos previstos para sua implantação, no projeto de lei orçamentária, movidos, inclusive, por mesquinhos interesses eleitorais.
A ideia, porém, não morreu e, após exatos 21 anos, volta revitalizada pela ação de um movimento liderado por jovens que abraçou a causa e luta pela Tarifa Zero.
Recentemente, lançou em São Paulo uma campanha para a coleta de assinaturas em um Projeto de Lei de iniciativa popular a ser apresentado à Câmara Municipal propondo a criação de Fundo Municipal de Transporte para sustentar a Tarifa Zero e, assim, garantir um transporte público de qualidade acessível a todos os paulistanos.
De outra parte, estamos apresentando uma proposta de Emenda Constitucional (PEC) na Câmara dos Deputados incluindo no artigo 6º da Constituição Federal o Transporte como um direito social.
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Luiza Erundina é deputada federal e foi votada por este bloqueiro que, por isso, a acompanha e a fiscaliza.
fonte do texto:
Curiosamente, ou  não, o programa A Liga da última semana também tratou do tema.
segue:

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A culpa do "acidente" é de Deus.

Claro, claro. O senhor termina a matéria dizendo:"Não há nada com o que se preocupar".
Afinal, a sobrecarga elétrica no metro de SP ocorreu porque o sistema é excelente, com vagões vazios nos horários de pico e fluência tranquila no trânsito de São Paulo, o que lhe permite num "acidente" desses ir para a calçada e conseguir chegar no trabalho de ônibus no horário certo.
É por isso que o PSDB governa o estado de SP desde 1995, porque eles adoram dizer que são ótimos no "choque de gestão".

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Você merece isso?

Uma pesquisa aponta que motoristas e passageiros estão insatisfeitos com o serviço oferecido e com o trânsito da cidade, que é classificado como péssimo.




Pedágio Urbano? Alguém aí quer deixar o carro em casa para entrar
nos ônibus e metrôs que a reportagem mostra?


Pois é, assim é administrada a maior capital do país.