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E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se começou na avenida Higienópolis, na capital, ou se veio do interior. Há quem diga que o primeiro cego perdeu o senso de realidade em Ribeirão Preto. De repente deu de achar que estava na Califórnia. E a epidemia se espalhou silenciosamente pelo estado, por todas as cidades e vilarejos
Por Mauricio Moraes
E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
domingo, 2 de dezembro de 2012
Alckmin corre...
(clique no título acima para ver a postagem completa)
A vitória do PT na capital paulista e a consequente derrota do PSDB no maior colégio eleitoral do País bateram à porta do Palácio dos Bandeirantes. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) entra na segunda fase do seu mandato sem uma marca forte na administração, com obras em ritmo lento e uma crise na área da segurança para administrar.
Integrantes do governo Alckmin admitem reservadamente que precisarão aprimorar a gestão e marcar gols até 2014 para evitar que o sentimento de mudança que marcou a eleição na capital se repita no interior – e o governo de São Paulo, comandado pelo PSDB desde 1995, passe às mãos dos petistas. Seria a maior derrota da oposição no País.
Aliados do governador afirmam que
A vitória do PT na capital paulista e a consequente derrota do PSDB no maior colégio eleitoral do País bateram à porta do Palácio dos Bandeirantes. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) entra na segunda fase do seu mandato sem uma marca forte na administração, com obras em ritmo lento e uma crise na área da segurança para administrar.
Integrantes do governo Alckmin admitem reservadamente que precisarão aprimorar a gestão e marcar gols até 2014 para evitar que o sentimento de mudança que marcou a eleição na capital se repita no interior – e o governo de São Paulo, comandado pelo PSDB desde 1995, passe às mãos dos petistas. Seria a maior derrota da oposição no País.
Aliados do governador afirmam que
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Escolas de SP excluem alunos de passeio cultural.
(clique no título acima para ver a postagem completa)
Muito bom o título da matéria porque é isso mesmo: exclusão. E pior, por um órgão oficial de uma secretaria de educação.
São pessoas com esse entendimento do que é "educar" as primeiras responsáveis pelo caos social que vivemos. Afinal, não deveria ser o contrário? Os alunos mais difíceis, digamos assim, são os que mais necessitam do contato com a arte, de abrir horizontes e receberem novos estímulos para o aprendizado, mas o que se prefere é excluí-los ainda mais e jogá-los diretamente para o abismo.
Muito bom o título da matéria porque é isso mesmo: exclusão. E pior, por um órgão oficial de uma secretaria de educação.
São pessoas com esse entendimento do que é "educar" as primeiras responsáveis pelo caos social que vivemos. Afinal, não deveria ser o contrário? Os alunos mais difíceis, digamos assim, são os que mais necessitam do contato com a arte, de abrir horizontes e receberem novos estímulos para o aprendizado, mas o que se prefere é excluí-los ainda mais e jogá-los diretamente para o abismo.
Escolas de SP excluem alunos de passeio cultural
NATÁLIA CANCIAN
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO
Com número de vagas em passeios insuficiente para atender a todos os alunos, professores e diretores de escolas estaduais de São Paulo se veem obrigados a excluir parte dos estudantes de visitas a museus e exposições.
Pelas normas do programa Lugares de Aprender, o maior da pasta nessa modalidade, cada visita contempla 40 alunos. As regras dizem que, em uma visita, devem ser levados todos os alunos de uma classe, "sem distinção".
Mas, na prática, isso não acontece. Nas últimas cinco semanas, a Folha conversou com dezenas de professores de escolas estaduais de 14 cidades, que relataram ser comum alunos de uma mesma sala serem preteridos do passeio.
Os escolhidos geralmente são os que recebem as melhores notas ou têm bom comportamento. Segundo os professores, isso ocorre porque a secretaria costuma ofertar só um ônibus para uma determinada série de uma escola.
Assim, para levar alunos das quatro salas da oitava série à Bienal, por exemplo, docentes selecionam dez de cada classe. Os demais ficam de fora da atividade.
"Já chegam com a lista dos alunos pronta. Vão sempre os mesmos. E aí os outros pensam: 'Por que vou me interessar?'", afirma a estudante do ensino médio Mayara Cardoso, 18, da zona leste da capital, que diz ter sido preterida de um passeio.
Em Santo André, a mãe de um aluno de 15 anos chamou de "absurda" a exclusão do filho de um passeio neste ano, também à Bienal. Ele já havia sido excluído de outro passeio dois anos atrás.
Neste ano, segundo relato do aluno à Folha, a escola teve de selecionar 40 alunos de três classes do primeiro ano do ensino médio.
A reportagem contatou professores, alunos e pais por telefone e pessoalmente, durante visitas à Bienal de São Paulo e ao Catavento Cultural, ambos na capital. De todos ouviu relatos semelhantes sobre exclusão de alunos. A maioria pediu para ter seus nomes e os das escolas preservados.
EXCLUSÃO AUTOMÁTICA
Quando a sala tem mais de 40 alunos, o excedente está automaticamente excluído.
Nesses casos, contou uma professora de Pirajuí (a 384 km de São Paulo), costuma-se deixar de fora os que faltaram à aula no dia do anúncio do passeio.
Mesmo escolas que tentam cumprir as normas, levando uma classe inteira por vez, têm queixas. "Por que a escola leva sempre só o 1º ano A? Minha filha nunca foi", diz Alexandra Wolf, 42, mãe de uma aluna do 1º ano D de escola de Santo André (Grande São Paulo).
"A moral da história é essa: escolha", diz uma professora de Ribeirão Pires (Grande São Paulo). "Os alunos ficam frustrados, e nós, muito mais."
Segundo um professor de artes de São José dos Campos (a 97 km de São Paulo), a escola em que ele leciona faz uma lista dos "alunos de destaque", que são "convidados" para os eventos extraclasse.
"Já aconteceu de aluno que não foi [ao passeio] estudar mais, para ir no próximo", diz.
Mas para Neide Noffs, da Faculdade de Educação da PUC-SP, nem sempre o aluno consegue entender o critério. "O excluído fica com uma mágoa que pode prejudicar seu rendimento."
Neste ano, 852 mil participaram do programa; a rede tem 4,3 milhões de alunos.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1188551-escolas-de-sp-excluem-alunos-de-passeio-cultural.shtml
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO
Com número de vagas em passeios insuficiente para atender a todos os alunos, professores e diretores de escolas estaduais de São Paulo se veem obrigados a excluir parte dos estudantes de visitas a museus e exposições.
Pelas normas do programa Lugares de Aprender, o maior da pasta nessa modalidade, cada visita contempla 40 alunos. As regras dizem que, em uma visita, devem ser levados todos os alunos de uma classe, "sem distinção".
Mas, na prática, isso não acontece. Nas últimas cinco semanas, a Folha conversou com dezenas de professores de escolas estaduais de 14 cidades, que relataram ser comum alunos de uma mesma sala serem preteridos do passeio.
Os escolhidos geralmente são os que recebem as melhores notas ou têm bom comportamento. Segundo os professores, isso ocorre porque a secretaria costuma ofertar só um ônibus para uma determinada série de uma escola.
| Gabo Morales/Folhapress | ||
| Aluna da rede estadual de ensino durante visita de estudantes à Bienal de São Paulo, no Ibirapuera, zona sul de SP |
"Já chegam com a lista dos alunos pronta. Vão sempre os mesmos. E aí os outros pensam: 'Por que vou me interessar?'", afirma a estudante do ensino médio Mayara Cardoso, 18, da zona leste da capital, que diz ter sido preterida de um passeio.
Em Santo André, a mãe de um aluno de 15 anos chamou de "absurda" a exclusão do filho de um passeio neste ano, também à Bienal. Ele já havia sido excluído de outro passeio dois anos atrás.
Neste ano, segundo relato do aluno à Folha, a escola teve de selecionar 40 alunos de três classes do primeiro ano do ensino médio.
A reportagem contatou professores, alunos e pais por telefone e pessoalmente, durante visitas à Bienal de São Paulo e ao Catavento Cultural, ambos na capital. De todos ouviu relatos semelhantes sobre exclusão de alunos. A maioria pediu para ter seus nomes e os das escolas preservados.
EXCLUSÃO AUTOMÁTICA
Quando a sala tem mais de 40 alunos, o excedente está automaticamente excluído.
Nesses casos, contou uma professora de Pirajuí (a 384 km de São Paulo), costuma-se deixar de fora os que faltaram à aula no dia do anúncio do passeio.
Mesmo escolas que tentam cumprir as normas, levando uma classe inteira por vez, têm queixas. "Por que a escola leva sempre só o 1º ano A? Minha filha nunca foi", diz Alexandra Wolf, 42, mãe de uma aluna do 1º ano D de escola de Santo André (Grande São Paulo).
"A moral da história é essa: escolha", diz uma professora de Ribeirão Pires (Grande São Paulo). "Os alunos ficam frustrados, e nós, muito mais."
Segundo um professor de artes de São José dos Campos (a 97 km de São Paulo), a escola em que ele leciona faz uma lista dos "alunos de destaque", que são "convidados" para os eventos extraclasse.
"Já aconteceu de aluno que não foi [ao passeio] estudar mais, para ir no próximo", diz.
Mas para Neide Noffs, da Faculdade de Educação da PUC-SP, nem sempre o aluno consegue entender o critério. "O excluído fica com uma mágoa que pode prejudicar seu rendimento."
Neste ano, 852 mil participaram do programa; a rede tem 4,3 milhões de alunos.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1188551-escolas-de-sp-excluem-alunos-de-passeio-cultural.shtml
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
PSDB, só elitista vota!
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Basta olhar o grafico. Se o PT tem uma votação tão grande nas áreas mais pobres, será que o PSDB realmente trabalha para a melhoria da população e cuida de gente, como eles dizem?
Basta olhar o grafico. Se o PT tem uma votação tão grande nas áreas mais pobres, será que o PSDB realmente trabalha para a melhoria da população e cuida de gente, como eles dizem?
domingo, 7 de outubro de 2012
Sem nenhuma surpresa, SP opta pela continuidade.
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É meu povo, quem achava que a cidade de São Paulo queria o novo se deu mal. Porque o resultado das eleições municipais de 2012 deixam claro que a população está feliz com a gestão Kassab. Do contrário o candidato da continuidade Jose Serra não teria conseguido os 30% dos votos que conseguiu.
Se você olhar o mapa de votos em 2008 e 2012 vai entender o que estou dizendo:
É verdade que a eleição de 2012 não está definida ainda e o candidato da mudança , Haddad, precisaria concentrar suas forças nas zonas Norte e Oeste, como Butanta, Tucuruvi, Lauzane e no sul, no Jabaquara.
Mas pela história desta cidade desde que a eleição passou a ter dois turnos só contra um candidato muito rejeitado como Maluf ou Russomano o PT tem chances. Quando a direita conservadora, elitista, preconceituosa e racista se une, como irá se unir agora com Serra e Kassab fica difícil derrotá-los.
Resta saber até quando estas regiões vermelhas do mapa vão aceitar a repetição destes resultados passivamente, pois a cada eleição elas ficam mais abandonadas e mais problemáticas?
É meu povo, quem achava que a cidade de São Paulo queria o novo se deu mal. Porque o resultado das eleições municipais de 2012 deixam claro que a população está feliz com a gestão Kassab. Do contrário o candidato da continuidade Jose Serra não teria conseguido os 30% dos votos que conseguiu.
Se você olhar o mapa de votos em 2008 e 2012 vai entender o que estou dizendo:
É verdade que a eleição de 2012 não está definida ainda e o candidato da mudança , Haddad, precisaria concentrar suas forças nas zonas Norte e Oeste, como Butanta, Tucuruvi, Lauzane e no sul, no Jabaquara.
Mas pela história desta cidade desde que a eleição passou a ter dois turnos só contra um candidato muito rejeitado como Maluf ou Russomano o PT tem chances. Quando a direita conservadora, elitista, preconceituosa e racista se une, como irá se unir agora com Serra e Kassab fica difícil derrotá-los.
Resta saber até quando estas regiões vermelhas do mapa vão aceitar a repetição destes resultados passivamente, pois a cada eleição elas ficam mais abandonadas e mais problemáticas?
segunda-feira, 2 de julho de 2012
A política paulistana e a covardia de Erundina.
(clique no título acima para ver a postagem completa)
A TV Forum estreou hoje com uma entrevista com a deputada federal Luiza Erundina (da qual eu era eleitor até então). Apesar de todos os bons argumentos dela nada me tira da cabeça que ela foi covarde.
Diante do caos que está SP, eu achava que ela tinha de estar candidata numa chapa com Ivan Valente do PSOL. A chapa não veio, e ela teve a chance de ser vice do PT que, a despeito de todos os problemas ideológicos deste, é uma possibilidade real de mudança com a saída da pior parcela da direita paulista representada pelo PSDB, DEM e PPS (Que lança a campanha da Soninha, a equivocada, pra ter espaço em debates televisivos e, assim, blindar seu candidato oficial e atacar o candidato do PT, como tão bem ela fez em 2008, tanto que, após a eleição virou sub-prefeita do KASSAB como brinde aos serviços prestados). Diante de um fato tão pequeno ela sai da chapa e fortalece seu "inimigo"?
Enfim, São Paulo, a cidade que nasci, mas que deixei de lado por tudo isso, continua de mal a pior.
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A TV Forum estreou hoje com uma entrevista com a deputada federal Luiza Erundina (da qual eu era eleitor até então). Apesar de todos os bons argumentos dela nada me tira da cabeça que ela foi covarde.
Diante do caos que está SP, eu achava que ela tinha de estar candidata numa chapa com Ivan Valente do PSOL. A chapa não veio, e ela teve a chance de ser vice do PT que, a despeito de todos os problemas ideológicos deste, é uma possibilidade real de mudança com a saída da pior parcela da direita paulista representada pelo PSDB, DEM e PPS (Que lança a campanha da Soninha, a equivocada, pra ter espaço em debates televisivos e, assim, blindar seu candidato oficial e atacar o candidato do PT, como tão bem ela fez em 2008, tanto que, após a eleição virou sub-prefeita do KASSAB como brinde aos serviços prestados). Diante de um fato tão pequeno ela sai da chapa e fortalece seu "inimigo"?
Enfim, São Paulo, a cidade que nasci, mas que deixei de lado por tudo isso, continua de mal a pior.
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sábado, 17 de março de 2012
A TV Cultura não é pública. Ela é tucana
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Mino Carta
Uma tevê pública é uma tevê pública, é uma tevê pública e é uma tevê pública, diria a senhora Stein. Pública. Um bem de todos, sustentado pelo dinheiro dos contribuintes. Uma instituição permanente, acima das contingências políticas, dos interesses de grupos, facções, partidos. A Cultura de São Paulo já cumpriu honrosamente a tarefa. Nas atuais mãos tucanas descumpre-a com rara desfaçatez.
A perfeita afinação entre a mídia nativa e o tucanato está à vista, escancarada, a ponto de sugerir uma conexão ideológica entre nossos peculiares social-democratas e os barões midiáticos e seus sabujos. A sugestão justifica-se, mas, a seu modo, é generosa demais. Indicaria a existência de ideias e ideais curtidos em uníssono, ao sabor de escolhas de vida orientadas no sentido do bem-comum. De fato, estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala.
E no domingo 11 sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê, com a jactanciosa certeza de que no momento não há opções. E qual seria o canal do novo programa? Ora, ora, o da Cultura. Ocorre que a tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. Por enquanto, que eu saiba, só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade, com pífios resultados, aliás, em termos de audiência na noite de estreia.
Até o mundo mineral está em condições de perceber o alcance da jogada. Trata-se de agradar aos mais conspícuos barões da mídia, lance valioso às vésperas das eleições municipais no estado e no País. E com senhorial arrogância, decide-se enterrar de vez o sentido da missão de uma tevê pública. Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões destinados a iluminar o professorado paulista.
Do volumoso pacote não constava obviamente CartaCapital, assim como somos excluídos do recente convite da Cultura. O que nos honra sobremaneira. Diga-se que, caso convidados (permito-me a hipótese absurda), recusaríamos para não participar de uma ação antidemocrática ao comprometer o perfil de uma tevê pública, amparada na indispensável contribuição de todos os cidadãos, independentemente dos seus credos políticos ou da ausência deles.
Volta e meia, CartaCapital é apontada como revista chapa-branca, simplesmente porque apoiou a candidatura de Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República. Em democracias bem melhor definidas do que a nossa, este de apoiar candidatos é direito da mídia e valioso serviço para o público. Aqui, engole-se, sem o mais pálido arrepio de indignação, a hipocrisia de quem se pretende isento enquanto exprime as vontades da casa-grande. Há quem se abale até a contar os anúncios governistas nas páginas de CartaCapital, e esqueça de computar aqueles saídos nas demais publicações, para provar que estamos aos préstimos do poder petista.
Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. Fizemos honestas e nítidas escolhas na hora eleitoral e nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. Vimos em Lula o primeiro presidente pós-ditadura empenhado no combate ao desequilíbrio social, embora opinássemos que ficou amiúde aquém das chances à sua disposição. E fomos críticos em inúmeras situações.
Exemplos: juros altos, transgênicos, excesso de poder de Palocci e Zé Dirceu, Caso Battisti, dúbio comportamento diante de prepotências fardadas. E nem se fale do comportamento do executivo diante da Operação Satiagraha. Etc. etc. Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais.
Hoje confiamos em Dilma Rousseff, de quem prevemos um desempenho digno e eficaz. O risco que ela corre, volto a repetir na esteira de agudas observações de Marcos Coimbra, está no fruto herdado de uma decisão apressada e populista, a da Copa de 2014. Se o Brasil não se mostrar preparado para a empreitada, Dilma sofrerá as consequências do descrédito global.
No mais, desta vez dirijo minha pergunta aos leitores em lugar dos meus botões: qual é a mídia chapa-branca?
quinta-feira, 1 de março de 2012
Direita paulista: um pouco mais do mesmo.
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Interessante constatação do cientista político Carlos Melo:
"Em 1996, o candidato do PSDB à Prefeitura foi José Serra,
em 2000 foi Geraldo Alckmin, em 2004 foi Serra
novamente, ano em que foi eleito prefeito, em 2008 foi o
Alckmin e, agora, em 2012, será Serra de novo"
Nas eleições para o governo do Estado:
2002 - Alckmin
2006 Serra
2010 - Alckmin
E para presidente:
2002 - Serra
2006 - Alckmin
2010 - Serra
Conclusão: O coronelismo assola São Paulo
Interessante constatação do cientista político Carlos Melo:
"Em 1996, o candidato do PSDB à Prefeitura foi José Serra,
em 2000 foi Geraldo Alckmin, em 2004 foi Serra
novamente, ano em que foi eleito prefeito, em 2008 foi o
Alckmin e, agora, em 2012, será Serra de novo"
Nas eleições para o governo do Estado:
2002 - Alckmin
2006 Serra
2010 - Alckmin
E para presidente:
2002 - Serra
2006 - Alckmin
2010 - Serra
Conclusão: O coronelismo assola São Paulo
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Tabela comprova: sp na contramão
(clique no título acima para ver a postagem completa)
Disse no texto "Às vezes, dá pena do paulistano" que SP vai na contra-mão do Brasil. Isso não é achismo, idealismo ou coisa e tal. É fato.
Basta olhar essa tabela. Ela mostra o crescimento do PIB por Estado Brasileiro, de 2003 à 2009 e já classifica os estados por ordem de crescimento acumulado.
O Estado com mais indústrias e população do país está a frente de apenas 6, dos 27 em questão?
Pobre Paulista|
clique e veja a tabela: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_estados_do_Brasil_por_crescimento_do_PIB
Disse no texto "Às vezes, dá pena do paulistano" que SP vai na contra-mão do Brasil. Isso não é achismo, idealismo ou coisa e tal. É fato.
Basta olhar essa tabela. Ela mostra o crescimento do PIB por Estado Brasileiro, de 2003 à 2009 e já classifica os estados por ordem de crescimento acumulado.
O Estado com mais indústrias e população do país está a frente de apenas 6, dos 27 em questão?
Pobre Paulista|
clique e veja a tabela: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_estados_do_Brasil_por_crescimento_do_PIB
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Privatização é privatização.
(clique no título acima para ver a postagem completa)
Não me venha com esse papo de que privatizar aeroportos é privatizar serviços e não recursos básicos à população. Privatizar é privatizar!
Ontem o PT se igualou ao PSDB.
Nessa toada, como no partido trabalhista na Inglaterra e outros por aí afora, tudo vira bosta!
Não me venha com esse papo de que privatizar aeroportos é privatizar serviços e não recursos básicos à população. Privatizar é privatizar!
Ontem o PT se igualou ao PSDB.
Nessa toada, como no partido trabalhista na Inglaterra e outros por aí afora, tudo vira bosta!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Esse Kassab!
(clique no título acima para ver a postagem completa)
O prefeito da cidade São Paulo não perde uma oportunidade de criar "dificuldades" pra vender "facilidades". Depois da Cidade Limpa e da inspeção veicular (vide Controlar e a roubalheira demotucana) agora, em meio ao acidente de São Bernardo e do RJ ele diz que vai criar uma lei obrigando os edifícios a fazerem inspeção a cada 5 anos com "engenheiros técnicos autorizados".
Perai!
A função da prefeitura não é fiscalizar? Que ele contrate técnicos para vistoriar prédios.
Mas em sua lógica neoliberal conservadora, a obrigação de fazer inspeção é do próprio edifício que, claro, além do IPTU que já paga deve pagar para os "técnicos" aprovarem se está tudo ok a cada 5 anos. É a lógica invertida.
Esse Kassab!
Ah, só pra lembrar, esse Kassab só é prefeito porque um tal de Jose Serra o colocou como vice e depois abandonou a prefeitura de São Paulo!
O prefeito da cidade São Paulo não perde uma oportunidade de criar "dificuldades" pra vender "facilidades". Depois da Cidade Limpa e da inspeção veicular (vide Controlar e a roubalheira demotucana) agora, em meio ao acidente de São Bernardo e do RJ ele diz que vai criar uma lei obrigando os edifícios a fazerem inspeção a cada 5 anos com "engenheiros técnicos autorizados".
Perai!
A função da prefeitura não é fiscalizar? Que ele contrate técnicos para vistoriar prédios.
Mas em sua lógica neoliberal conservadora, a obrigação de fazer inspeção é do próprio edifício que, claro, além do IPTU que já paga deve pagar para os "técnicos" aprovarem se está tudo ok a cada 5 anos. É a lógica invertida.
Esse Kassab!
Ah, só pra lembrar, esse Kassab só é prefeito porque um tal de Jose Serra o colocou como vice e depois abandonou a prefeitura de São Paulo!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
SP é coerente.
(clique no título acima para ver a postagem completa)
51% dos paulistas (ainda bem que estou nos 49%) escolheram em 1º turno o governador da Opus Dei.
Pelo menos ele é coerente com sua ideologia ( e tem gente como a Soninha Francine que acha que não existem mais ideologias). Ta botando a polícia pra "trabalhar"!
Seu atual governo sempre está bombando na internet.
Primeiro espancam estudantes, plantam provas e conseguem rotular todos aqueles da USP que resolvem pensar e discordar do ditadorzinho reitor.
Depois, dor e sofrimento pra população que, na beira do abismo, encontrou no crack exatamente uma maneira de escapar da dor e do sofrimento cotidiano.
E agora, porrada no povo que mora há anos em terra de ninguem (ou melhor, na terra "ocupada" por um especulador libanes).
Realmente, São Paulo tem sido muito coerente!
extra no dia seguinte 25/01
veja esse video que ta rolando na net com um artista de rua e tire suas proprias conclusões.
eu ja to ficando bem cansado com esse tipo de atitude policial. pena que nós 49% não no juntamos e invadimos o "palacio" do governador.
51% dos paulistas (ainda bem que estou nos 49%) escolheram em 1º turno o governador da Opus Dei.
Pelo menos ele é coerente com sua ideologia ( e tem gente como a Soninha Francine que acha que não existem mais ideologias). Ta botando a polícia pra "trabalhar"!
Seu atual governo sempre está bombando na internet.
Primeiro espancam estudantes, plantam provas e conseguem rotular todos aqueles da USP que resolvem pensar e discordar do ditadorzinho reitor.
Depois, dor e sofrimento pra população que, na beira do abismo, encontrou no crack exatamente uma maneira de escapar da dor e do sofrimento cotidiano.
E agora, porrada no povo que mora há anos em terra de ninguem (ou melhor, na terra "ocupada" por um especulador libanes).
Realmente, São Paulo tem sido muito coerente!
extra no dia seguinte 25/01
veja esse video que ta rolando na net com um artista de rua e tire suas proprias conclusões.
eu ja to ficando bem cansado com esse tipo de atitude policial. pena que nós 49% não no juntamos e invadimos o "palacio" do governador.
sábado, 2 de julho de 2011
Ó Minas Gerais
Última hora: ah, o destino. Após ter publicado essa postagem, morreu Itamar Franco. Sabe quem é o suplente que assumirá sua vaga no senado? Zeze Perrela. Pobre Brasil!
Quantas vezes você vê nas matérias dos telejornais nacionais notícias sobre Minas Gerais? Minas Gerais, o estado que tem a 2ª maior população do país.
Descubra porque vendo esse documentário!
Quantas vezes você vê nas matérias dos telejornais nacionais notícias sobre Minas Gerais? Minas Gerais, o estado que tem a 2ª maior população do país.
Descubra porque vendo esse documentário!
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