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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Lindemberg e o arrependimento.

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Qual a nossa capacidade de perdoar?
Com essa pergunta começo esse texto que, creio, será polêmico.
As pessoas de bom caráter sempre creem que o outro deve arrepender-se de seus erros e, a partir de um auto-julgamento moral, retificar-se e modificar-se.
Ocorre que a teoria é bem diferente da prática. Quando o assunto é , por exemplo, um crime contra a vida temos dificuldades de perdoar alguém.
Isso porque julgamos que uma pessoa capaz de matar não é uma pessoa "sensível" ao sofrimento e passível de mudança.
Mas eu me pergunto:
- Nunca cometemos atos, em momentos de raiva, que nos arrependemos depois?
Eu já cometi vários. Diversas vezes disse algo à alguém que, após a raiva, julguei ter exagerado. Ou, na cólera, agredi fisicamente uma pessoa sem pensar.
Sendo assim, porque não acreditar no perdão de Lindemberg Alves?
Não sou estúpido de ignorar que um psicopata é capaz de pedir perdão para se safar. Mas, questiono se é possível recriminá-lo numa situação colérica como a vivida por ele, uma vez que ele pede o perdão publicamente a mãe da vítima: Eloá.
Isso não quer dizer que ele não deva ser condenado. Pelo contrário: ele matou uma pessoa e deve ser culpado por isso e privado de sua liberdade.
Mas eu vejo no seu pedido de perdão uma brecha para uma mudança. Vejo nele uma pessoa que, se bem trabalhada, pode se modificar.
Talvez seja meu lado "poliana" de não querer acreditar na maldade pura e simples, mas prefiro pensar assim.

 
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A PM de SP me dá nojo.

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dor de estômago, raiva, desprezo. São sentimentos que sempre me despertam quando sei algo da PM paulista. Agora essa:
Folha.com

Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).
Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.
O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º.
O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, foi procurado nesta tarde pela reportagem, mas estava em reunião. Segundo um de seus assessores, o comandante irá atender a Folha ainda nesta sexta-feira para falar sobre o caso.
Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.
Os moradores afirmam ainda que policiais consumiram cocaína em um veículo oficial e que levaram a droga para dentro da casa de uma família.



 
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domingo, 28 de agosto de 2011

A imbecilidade do UFC

Nós somos aquilo que produzimos.

Quando eu digo nós, quero dizer a espécie humana. 


Essa pobre espécie que sempre consegue descer mais ao fundo do poço quando se pensa que não há mais o que descer.


Foi essa a sensação ao ver, meio que obrigado, porque todos no restaurante estavam vendo, a vitória de Anderson Silva no UFC.


Triste espécie que paralisa para ver um cara chutar a cabeça do outro, jogá-lo no chão e começar a socá-lo por diversão sua e alheia.


Hoje, que tanto avançamos na ciência e na medicina e sabemos o quão frágil são nossos orgãos internos e o quanto alguns "traumas" podem afetar o seu funcionamento para o resto da vida, aplaudir, paralisar e se divertir com tamanha imbecilidade é mais uma demonstração de como somos perversos.


E assim vamos em frente, esperando, mas não acreditando, que todas aquelas crianças e adolescentes que foram "presenteados" com tal show tenham o discernimento de saber que não é divertido ser violento e agredir , socar, bater, arregaçar alguém, ainda que eles tenham visto todos se divertindo e aplaudindo aquilo.