segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O professor e sua função política

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Daniel Cerqueira*


Diante das políticas neoliberais implantadas nas últimas décadas na América Latina e Caribe, a figura do professor-obstáculo (EVANGELISTA;SHIROMA, 2007) é uma das mais importantes formas de resistência e um fator impeditivo de reformas que visem deslegitimar o docente e a educação numa perspectiva emancipadora.

Desde a “Declaração Mundial sobre Educação para Todos (Conferência de Jomtien – 1990)” que a educação é vista como política de promoção de equidade social. Apoiada e financiada pelo Banco Mundial, projetos de redução da desigualdade social, por meio da universalização do acesso à educação, vem sendo implementados, especialmente na região citada. No entanto, “[...]os projetos do Banco (1995) deverão privilegiar a distribuição de livros e de outros pacotes instrucionais, assim como o treinamento dos professores para a adequada utilização dos mesmos” (BIRD apud FONSECA, 1998, p.18).

Ou seja, verifica-se, assim, uma orientação para uma educação onde o professor/docente é o instrumento facilitador do manuseio de produtos ideologicamente pensados para a manutenção do capitalismo e da qualificação de mão de obra barata ou de um “exército industrial de reserva” (MARX, 1867).

Para isso, toda a educação básica deve ser reformulada e pensada para inculcar a competitividade e a meritocracia nos ambientes educacionais. O conceito de qualidade de educação fica imediatamente atrelado às questões das avaliações que padronizam e desregionalizam o ensino e ignoram os processos de ensino-aprendizagem.

Na visão produtivista, o ensino público não atende, por falta de estímulo, as necessidades da demanda por trabalho. A proposta que formula é de que a rede escolar esteja sujeita às regras do mercado, de modo que os diretores e os professores tenham interesse em formar ganhadores, pois esta seria a melhor forma de eles próprios ganharem o jogo concorrencial. Cada escola seria julgada pelo “mercado”, isto é, pelos alunos ou seus pais, em função da qualidade de seu produto, avaliada pelo maior ou menor êxito dos seus ex-estudantes na vida econômica e social. E a escola avaliaria seus professores pelos mesmos critérios. (SINGER, 1996, p.8)

Surgem, assim os sistemas apostilados, os bônus por produtividade, o Saresp, o Ideb, o Enem... Abandona-se a ideia de uma formação integral do sujeito, preconizada no Brasil principalmente por Paulo Freire, com vista à uma consciência crítica e a emancipação pelo conhecimento. A avaliação tecnicista ganha força em detrimento da formativa.

A avaliação formativa pode ser integrada a um processo classificatório, ao mesmo tempo em que oferece condições para potencializar as dimensões reflexiva e cooperativa indispensáveis a uma avaliação numa perspectiva emancipatória. (ESTEBAN, 2008, p12)

Na educação infantil, a perspectiva do educar e do cuidar defendida pelos movimentos liderados por professores, têm dificuldade de implementação e efetivação, na medida em que este setor da educação básica não consegue se desvencilhar de uma política compensatória. Há uma complexificação deste item, na medida em que a dicotomia assistência social/ pedagogia obscurece o debate do papel social destes espaços educativos e reforça estereótipos onde assistência e assistencialismo são confundidos.

De maneira geral, o que podemos observar é que 

as propostas para educação da infância não se 

pautam nos princípios de direito e igualdade. Estes 

são substituídos pelos princípios da equidade e 


competitividade. E, como já pontuado, a educação – 

e, por extensão, a educação para a pequena 

infância - é inserida numa nova ordem, afastando-

se de sua função social emancipatória, sendo 

preconizada como uma política focal de combate à 

pobreza. (CAMPOS, 2009, p37)



Podemos considerar a citação de Campos permeada desta confusão dicotômica. Tem-se a impressão de que ambas, pedagogia e assistência social, não podem caminhar juntas. Talvez por receio de que uma substitua a outra, ou pela dificuldade dos docentes em compreender a assistência social como uma política de garantia de direitos básicos (entre eles, o da educação pública) por meio da emancipação cidadã. É recente a transferência oficial das creches de uma política de assistência social, e no caso brasileiro, uma assistência social que há pouco conseguiu definir seu projeto político a partir do movimento de reconceituação da segunda metade do século XX (IAMAMOTO; CARVALHO,1988), para uma política educacional.

O mesmo não se pode dizer a respeito do ensino fundamental. Passado seu momento de implementação, na segunda metade do século XIX, o novo século lutou para a universalização do acesso. Os anos 30 foram importantes neste sentido com o movimento da Escola Nova e que culminou no Manifesto dos Pioneiros e na defesa da ampliação do sistema educacional. Embora estudos recentes apontem para uma “escola para todos” onde o “todos” referia-se a classe média e a elite urbana brasileira (VEIGA, 2004).

Os Projetos do Banco Mundial e dos Organismos Internacionais quebram este paradigma e, a partir da regularização do fluxo (idade/ano escolar), a década de 1990 obtêm finalmente o sucesso esperado.

Atribuo importância significativa à 

universalização do acesso ao ensino fundamental, 

posto que esta faz com que “as contradições 

mudem de lugar”, passando a concentrar-se na 

expansão das etapas posteriores a este e na 

qualidade da educação básica, notadamente do 

ensino fundamental. (OLIVEIRA, 2007, p.666)


Aqui, a luta do professor-obstáculo concentrar-se-à na qualidade, seja a partir da valorização da profissão docente, do aperfeiçoamento do currículo ou da luta política por legislações que contribuam para a formação do sujeito (como exemplo, temos a lei 10.639/06 que implementa o ensino da história e da cultura africana nas escolas).

Por fim, as etapas posteriores da educação básica no Brasil passam por rápidas e intensas transformações nos últimos anos. O ensino técnico/profissionalizante, o ensino superior e a educação de jovens e adultos são os que mais sofrem os impactos das políticas neoliberais.

Do ponto de vista prático,[...], os educadores brasileiros do ensino médio e da educação profissional, assim como a própria sociedade, não incorporou como sua a concepção de ensino médio integrado na perspectiva da formação omnilateral e politécnica. Ao contrário, predomina, ainda, de um lado, a visão sobre o ensino médio profissionalizante como compensatória e, de outro, a defesa de um ensino médio propedêutico, sendo a profissionalização um processo específico e independente. É permanente a demanda pelo ensino superior, talvez por ser o único canal acessível de mobilidade social para os segmentos desfavorecidos da população. (CIAVATTA;RAMOS, 2011, p.35)

Paradoxalmente, são nessas etapas que observamos com mais vigor o professor-obstáculo e seu poder de resistir às reformas. De um lado, os órgãos oficiais, impulsionados pelo capital, tentam adequar a educação básica à visão mercadológica e conseguem grande adesão de professores formados para atender ao seus interesses. Do outro, os professores-obstáculos, organizados em sindicatos e movimentos sociais, que insistem na resistência, ora com sucesso, ora com reveses.

Esta constante tensão entre as políticas públicas e os professores é, no entanto, de extrema relevância para o fortalecimento da educação básica na perspectiva defendida neste texto.

Estudos sobre a formação integrada evidenciam as dificuldades, mas não a impossibilidade de sua implantação, desde que apoiados por um projeto firme e coerente para sua realização, que supõe: a superação da mentalidade conservadora dos padrões pedagógicos vigentes, assim como de posições políticas adversas ao discurso da formação integrada e da educação emancipatória que tenha base na crítica à sociedade de mercado; gestão e participação democrática nas instituições educacionais; estudo e qualificação conceitual e prática dos professores; envolvimento do quadro docente permanente e transformação dos vínculos precários de trabalho para proporcionar a todos os professores condições materiais (instalações, laboratórios etc.) e condições dignas de trabalho, salariais, de carreira e compromisso com as instituições. (CIAVATTA;RAMOS, 2011, p.36)



Bibliografia


CAMPOS, R. A educação das crianças pequenas como estratégia para a contenção da pobreza: análise de iniciativas dos organismos internacionais em curso na América Latina. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v.4, n.1, p.29-39 , jan.-jun. 2009.
CIAVATTA, M. & RAMOS, M. Ensino Médio e Educação Profissional no Brasil: dualidade e fragmentação. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 5, n. 8, p. 27-41, jan./jun. 2011.
ESTEBAN, M.T. Silenciar a polissemia e invisibilizar os sujeitos: indagações ao discurso sobre a qualidade da educação. Revista Portuguesa de Educação, Minho (Portugal), 21(1), pp. 5-31, 2008.

EVANGELISTA, Olinda e  SHIROMA, Eneida Oto. Professor: protagonista e obstáculo da reforma. Educação e Pesquisa, vol.33, n.3, pp. 531-541, 2007

FONSECA, M. O Banco Mundial como referência para a justiça social no terceiro mundo: evidências do caso brasileiro. Rev. Fac. Educ. vol.24 n.1 São Paulo Jan./Jun. 1998.

IAMAMOTO, Marila Villela; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 1988.

MARX, Karl. O Capital: Crítica da economia política. Livro Primeiro: o processo de produção do capital. 5.ed. Tradução de Reginaldo Sant‟ana. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1980. VERSÃO ORIGINAL: 1867

OLIVEIRA, Romualdo Portela. Da universalização do ensino fundamental ao desafio da qualidade: uma análise histórica. Campinas, Educação e Sociedade, vol. 28, n. 100 - Especial, p. 661-690, out. 2007.
SINGER, P. Poder, política e Educação. Revista Brasileira de Educação, n. 1, p.5-15, Jan/Fev/Mar/Abr 1996.

UNICEF. Declaração Mundial sobre Educação para Todos (Conferência de Jomtien – 1990). Disponível em <http://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10230.htm>. Acesso: 09/set/2013


VEIGA, Cynthia Greive. Manifesto dos pioneiros de 1932: o direito biológico à educação e a invenção de uma nova hierarquia social. In: XAVIER, Maria do Carmo (org). Manifesto dos pioneiros da educação: um legado educacional em debate. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.


VENTURA, J.  Educação ao longo da vida e organismos internacionais: apontamentos para problematizar a função qualificadora da Educação de Jovens e Adultos. Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, vol. 1, nº 1, p. 29-44, 2013.

*Daniel Cerqueira é educador e pesquisador da produção de homofobia em ambientes educativos e das políticas públicas de combate à ela.

Uma arte por dia #2

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Joie de Vivre – Matisse (1905)


MATISSE

Naissance31 décembre 1869
Le Cateau-Cambrésis (France)
Décès3 novembre 1954 (à 84 ans)
Nice (France)

En 1896, Matisse expose pour la première fois au « Salon des
 Cent » et au Salon de la Société nationale des beaux-
arts dont il devient membre associé sur proposition 
de Pierre 
Puvis de Chavannes. Cette fonction lui permet notamment 
d'exposer sans passer par un jury. Il passe l'été à Belle-Île-
en-Mer et rencontre l'australien John Peter Russell qui 
l'introduit auprès d'Auguste Rodin et Camille Pissarro. Il 
commence à s'intéresser à la peinture impressionniste qu'il 
découvre en 1897 au musée du Luxembourg.

En 1894, naît sa fille Marguerite (d'un de ses modèles 
nommé Caroline Joblau). C'est à l'occasion de son voyage de 
noces que Matisse débarque en Corse le 8 février 1898 
accompagné de sa jeune épouse Amélie Parayre ; née en 
1872, elle est âgée de 25 ans ; ils auront deux enfants, Jean en 
1899 et Pierre en 1900. Au cours de son séjour à Ajaccio qui 
dure jusqu'en juillet, il habite dans une villa dont il a loué le 
dernier étage meublé à un certain de la Rocca. Henri Matisse 
peint à Ajaccio une cinquantaine de toiles dont « le mur 
rose » qui représente l'arrière de l'hospice Eugénie vu depuis 
la villa "de la Rocca". Il passe une semaine à Londres où, sur 
les conseils de Pissarro, il découvre la peinture de Joseph 
Mallord William Turner. En séjour à Toulouse, il 
expérimente la méthode de Turner. À partir de 1900, Matisse 
travaille à l'Académie de la Grande Chaumière sous la 
direction d'Antoine Bourdelle et fréquente également l'atelier 
d'Eugène Carrière. Il y fait la connaissance d'André Derain et 
de Jean Puy. Derain qui lui présente Maurice de Vlaminck. Il 
expose au Salon des indépendants (1901) et participe à la 
première édition du Salon d'automne (1903). Il expose en 
1904 chez Ambroise Vollard.

Au début de 1905, il présente une importante exposition 
particulière chez Bernheim-Jeune et participe au Salon des 
indépendants. L'été de 1905, il séjourne à Collioure en 
compagnie de Derain. Au Salon d'automne de 1905, 
l'accrochage des œuvres de Matisse, Albert 
Marquet, Vlaminck, Derain et Kees van Dongen provoque un 
scandale par les couleurs pures et violentes posées en aplat 
sur leurs toiles. À la vue de ces tableaux regroupés dans une 
même salle, le critique Louis Vauxcelles compare l'endroit à 
une « cage aux fauves ». L'appellation de « fauve » est 
aussitôt adoptée et revendiquée par les peintres eux-mêmes. 
Cette période marque également la reconnaissance de son 
travail, lui permettant enfin une relative aisance matérielle. 
Matisse devient le chef de file du fauvisme. La même année, 
il rencontre Edmond-Marie Poullain.

Il entreprend de nombreux voyages qui seront autant de 
sources d'inspiration : Algérie, Italie, Allemagne, Maroc, 
Russie, Espagne, États-Unis et Tahiti.

En 1908, Matisse ouvre une académie libre (au couvent des 
Oiseaux, puis à l'hôtel de Biron) où se pressent les étudiants 
étrangers. L'académie ferme en 1911.

Entre 1908 et 1912, ses œuvres sont exposées à Moscou, 
Berlin, Munich et Londres ; Matisse et Amélie reviendront à 
Ajaccio en décembre 1912. En 1913, Matisse est exposé à 
l’Armory Showde New York à côté d'œuvres de Marcel 
Duchamp et Francis Picabia, comme autant de représentants 
de l'art le plus moderne qui soit.

Henri Matisse dans l'atelier de la rue Désiré Niel à Nice. Il tient un fusain au bout d'un bambou pour esquisser l'œuvre

Dès le déclenchement de la Première 
Guerre mondiale, il quitte Collioure 
qu'il fréquentait régulièrement 
depuis 1905. Après avoir passé une 
partie de l'hiver 1916-1917 à Nice, 
Matisse décide de rester plus 
longuement sur la Côte d'Azur, qu'il 
considère comme un paradis, et dont 
il recherche la transcription dans ses 
toiles. Durant cette période, Matisse 
rencontre le peintre japonais Yoshio 
Aoyama, qui vivait aussi à Nice, dans 
le quartier de Cimiez, et qui devient 
son disciple. Selon Matisse, Aoyama 
était un maître de la couleur, créant 
le terme Aoyama blue. En 1919, il reçoit la commande d'Igor 
Stravinski et Serge Diaghilev pour dessiner les costumes et 
les décors du ballet Le Chant du rossignol présenté 
à Londres.

En 1925, Matisse est nommé chevalier de la Légion 
d'honneur.

À New York, on organise une rétrospective (1929). Pendant 
son séjour aux États-Unis, Albert Barnes, le collectionneur, 
lui commande une œuvre monumentale pour sa fondation à 
Philadelphie. À son retour à Nice, dans l'atelier de la 
rue Désiré Niel loué spécialement pour cette réalisation, 
Matisse s'attellera à la Danse dont il réalisera de 1930 à 1933, 
trois versions en raison d'erreurs de gabarit. La première 
version inachevée a été retrouvée après sa mort dans son 
appartement à Nice. Elle est exposée en présentation 
définitive avec la deuxième version, la Danse de Paris (1037 
× 450 cm), dans la salle Matisse du musée d'art moderne de 
la ville de Paris. La dernière version dite la Danse de 
Mérion a été installée par Matisse lui-même, en mai 1933, à 
la fondation Barnes de Philadelphie. C'est au décours de ce 
travail que Matisse inventa les « gouaches découpées ».

Il travaille à l'illustration du roman de James Joyce, Ulysse, 
et aux décors et aux costumes de Rouge et noir pour les 
Ballets russes de Monte-Carlo (1934-1938).

En 1941, atteint d'un cancer, il est hospitalisé à la clinique du 
Parc de Lyon. Ses médecins lui donnent six mois à vivre. S'il 
ne peut plus voyager, il utilise alors les étoffes ramenées de 
ses voyages pour habiller ses modèles originaires du monde 
entier. Son infirmière, Monique Bourgeois accepte d'être son 
modèle. Matisse utilise la technique des gouaches découpées 
et commence la série Jazz.

Il s'installe à Vence et renoue une amitié épistolaire assidue 
avec le dessinateur et écrivain André Rouveyre, connu à 
l'atelier de Gustave Moreau.

En avril 1944, Marguerite Matisse, sa fille, ainsi qu’Amélie 
son épouse, sont arrêtées par la Gestapo, pour faits 
de résistance. Madame Amélie Matisse reste six mois en 
prison, tandis que Marguerite Matisse, fille du peintre, 
parvient à s'enfuir à Belfort du train de déportation qui 
l'emmenait dans un camp. Elle est recueillie dans un premier 
temps par la famille de Léon Delarbre, peintre résistant et 
déporté, connu pour avoir réussi à ramener avec lui des 
dessins réalisés dans les camps d'extermination (musée de la 
Résistance à Besançon). Marguerite Matisse est ensuite prise 
en charge par la Croix-Rouge qui la cache au sein de la 
famille Bruno de Giromagny, et libérée le 6 octobre 1945. 
Sous le coup d'une émotion intense, Henri Matisse dessine 
de nombreux portraits de sa fille dont le dernier de la série 
montre un visage enfin apaisé.

En 1945, une grande rétrospective est organisée au Salon 
d'Automne. Il réalise les cartons de tapisserie Polynésie, le 
Ciel et Polynésie, la Mer (1946) et commence à travailler à 
partir de 1949 au décor de la chapelle du Rosaire de Vence6.

En 1952 a lieu l'inauguration du musée Matisse du Cateau-
Cambrésis, sa ville natale.

Il réalise la gouache découpée La Tristesse du roi, tableau 
« plus proche même de la peinture classique que Matisse ne 
l'a jamais été..., son dernier autoportrait..., le portrait d'un 
vieillard ».

Henri Matisse meurt le 3 novembre 1954 à Nice et est enterré 
dans cette ville, au cimetière de Cimiez.

Son fils, Pierre Matisse fut un important et influent 
marchand d'art installé au Fuller Building de New York.

En 1963, le musée Matisse de Nice ouvre ses portes à son 
tour.

Connu et reconnu de son vivant, la cote de Matisse n'a cessé 
depuis de monter ainsi que le montre en 2009 la valeur 
historique de 32 millions d'euros atteinte par Les Coucous, 
tapis bleu et rose, œuvre mise en vente dans le cadre de la 
vente Bergé/Yves Saint Laurent à Paris.

domingo, 15 de setembro de 2013

Uma arte por dia #01

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Dead Can Dance video "The Carnival Is Over" directed by Ondrej Rudavsky.


DEAD CAN DANCE (oficial site here)
Dead Can Dance is an English-Australian neoclassical dark wave band, formed in 1981 in Melbourne by Lisa Gerrard and Brendan Perry. The band relocated to London, England in May 1982. Australian music historian Ian McFarlane described Dead Can Dance's style as "constructed soundscapes of mesmerising grandeur and solemn beauty; African polyrhythms, Gaelic folk, Gregorian chant, Middle Eastern mantras and art rock."[1]

Having disbanded in 1998, they reunited briefly in 2005 for a world tour and reformed in 2011, releasing a new album (Anastasis) and embarking on several tours.